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Jornal A Hora

Pensar Estrela

Publicada em 20/05/2016

Cidade define metas para duas décadas

Planejamento Estratégico abre espaço à sociedade para discutir os rumos de Estrela

Crédito: Estrela O plano estratégico construído para Estrela estabelece normas de crescimento e condiciona                   o desenvolvimento ordenado
O plano estratégico construído para Estrela estabelece normas de crescimento e condiciona o desenvolvimento ordenado

Parceria do Executivo com a Cacis e a Faculdade La Salle define os rumos da cidade para as próximas duas décadas. O Planejamento Estratégico, denominado A Estrela que Queremos, abrange quatro objetivos: Sociedade, Aprendizagem e Crescimento, Processos Internos e Sustentabilidade. Há um mês, foi criado um Conselho Municipal para a implantação e monitoramento da proposta.

A construção do planejamento começou em junho do ano passado e integrou 245 pessoas. Ao todo, 24 entidades participaram dos trabalhos. Segundo o governo, tais análises resultaram na definição de uma missão do município e de sua visão para 2035, para ser alcançada por meio de 12 objetivos estratégicos alinhados na perspectiva da ferramenta Balanced Scorecard (BSC), uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard.

Tais objetivos, informa, serão operacionalizados pelos 19 projetos estratégicos definidos. Eles serão avaliados por meio de 21 indicadores com metas para o monitoramento. A missão estabelecida para a cidade é “Ser uma comunidade que promove, de forma sustentável, o desenvolvimento humano, social, cultural e econômico, com ousadia, sinergia e inovação para a qualidade de vida e cidadania plena” e a sua visão para o ano de 2035 é “Ser referência em qualidade de vida”.

O projeto denominado Sociedade abrange novos empreendimentos, qualidade de vida, educação e cultura e qualificação profissional. O Sustentabilidade envolve novos investimentos, os existentes, finanças públicas, apoio e atualização do produtor rural e captação de recursos. O de Processos Internos compreende polo turístico, rotas turísticas, qualificação dos servidores, informatização dos serviços públicos, monitoramento dos serviços públicos e planejamento urbano. O Aprendizagem e Crescimento está dividido em parcerias público-privadas, observatório social e consulta popular.

Protagonista na região

Para os responsáveis pelo Planejamento Estratégico, o projeto será fundamental para o desenvolvimento do município, possibilitando que retorne ao papel de protagonista na região. “Abre a possibilidade de a população monitorar as ações do governo e sugerir novas. A população começa a decidir os rumos da nossa cidade”, ressalta o prefeito Rafael Mallmann.

No dia 26 de abril, Mallmann empossou os membros do Conselho Municipal de Planejamento Estratégico – A Estrela que Queremos. Os integrantes, que representam os mais diversos segmentos da comunidade, têm como atribuições, entre outras, analisar e avaliar o plano, monitorar sua execução e promover ações de mobilização da comunidade.

Compete ainda identificar oportunidades para novos empreendimentos, monitorar a execução de iniciativas do município para melhoria da qualidade de vida, novos projetos na área da educação e cultura, atração de investimentos e a participação da população no planejamento e controle das finanças públicas. O conselho tem como presidente Milton Dexheimer, como vice-presidente, Verno Arend, e secretária, Mariana Salecker.

Mobilidade urbana

Paralelo ao Planejamento Estratégico, o município desenvolveu o Plano Diretor de Mobilidade Urbana (PDMU) ao longo do ano passado. Durante seis meses, a empresa PróCidades Consultoria avaliou as principais carências da mobilidade urbana da cidade e sugeriu obras capazes de antever problemas na cidade. O projeto, a ser seguido pelas próximas duas décadas, foi apresentado à comunidade em março deste ano.

Um dos apontamentos, a necessidade de construir um anel viário para evitar a saturação de vias centrais nos horários de maior movimento. De acordo com a arquiteta urbanista responsável pela apresentação, Ida Bianchi, o plano servirá de base, entre outras questões, para que o governo busque investimentos externos para o município.

Os estudos levaram em consideração, de modo especial, projeções dos índices de frota da cidade, da microrregião de Estrela e também da evolução populacional. Conforme Ida, diversas vias do município já estão saturadas, em especial aquelas de ligação com a RSC-453 e a BR-386. E a tendência é que o problema se agrave nos próximos anos caso não hajam intervenções específicas.

Como base para o apontamento, cita a expansão dos bairros e o crescimento da frota e da população. A cada ano, por exemplo, o número de habitantes aumenta 1,5%, quase 1/3 a mais do percentual registrado no RS. Hoje, Estrela conta com pouco mais de 30 mil moradores. “Estimamos que nas próximas duas décadas a cidade conte com 42 mil habitantes.” No mesmo período, a frota de veículos passaria dos atuais 23,4 mil para 40 mil.

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