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Jornal A Hora

Pensar Teutônia

Publicada em 24/05/2016

Administrar três centros urbanos desafia a gestão

Teutônia é o único município do Vale do Taquari a concentrar três bairros com características de centro. Eles mantêm peculiaridades que identificam as culturas e hábitos de cada um

Crédito: Maciel Delfino Formando o eixo municipal, o bairro Teutônia é considerado residencial e mantém marcas históricas
Formando o eixo municipal, o bairro Teutônia é considerado residencial e mantém marcas históricas

Desde a emancipação, os gestores públicos convivem com o desafio de ordenar três grandes centros com características e demandas distintas. O plebiscito de 24 de maio de 1981 uniu três distritos de Estrela para formar Teutônia.

A Couros Bom Retiro foi uma das primeiras empresas a se instalar em Canabarro. A oferta de emprego atraiu mão de obra de cidades vizinhas e caracterizou o bairro como o mais heterogêneo. O setor calçadista impulsionou a indústria local e o crescimento pôs Canabarro entre os maiores do Vale em número de moradores.

Languiru teve um dos primeiros centros comerciais instalados na rua 3 de Outubro. O armazém também deixou a marca que persiste faz 35 anos. O bairro concentra lojas, hotéis e as sedes administrativas das cooperativas Languiru e Sicredi. Também foi escolhido pelo setor imobiliário. O Edifício Imperador faz jus ao nome. Tem dez andares, o mais alto da cidade. O Centro Comercial Sollus é construção recente na rua 3 de Outubro e demonstra crescimento e inovação arquitetônica.

Povoado por imigrantes alemães, o bairro Teutônia é residencial e foi constituído a partir da produção primária. A Fundação Agrícola Teutônia foi a primeira a pleitear ensino e qualificação para o trabalhador e hoje é mantenedora do Colégio Teutônia. A localidade também é sede da Cooperativa Certel.

O prédio do Hospital Teutônia Norte é um dos monumentos históricos do bairro. Com início de atividades em 1936, funcionou até 1975, quando foi fechado. Hoje, a casa de saúde está abandonada. O Executivo desapropriou a área em 2014, mas ainda não definiu o que fazer com o local. A estrutura corre o risco de desabar e não pode ser reaproveitada. Uma das sugestões é transformar o local em área de lazer.

Demanda maior para Canabarro

Apesar da intenção de investir os recursos públicos de forma homogênea, o bairro Canabarro recebeu atenção especial nos últimos anos. O crescimento populacional demandou ampliação de escolas como Teobaldo Closs, que atende 650 alunos. No loteamento 8, a expansão foi intensa com a construção de 128 casas populares no residencial Morada do Sol, pelo Programa Minha Casa Minha Vida.

O número de estudantes na escola 24 de Maio disparou para 450 matrículas, o segundo maior quadro de alunos na cidade. O bairro também recebeu uma das três equipes de Estratégia de Saúde da Família distribuídas em Canabarro. Em todo município, há três Unidades Básicas de Saúde e um Centro Avançado.

“Proporcionalmente, tem muito mais ruas, pessoas e demanda. Por isso precisou de mais recursos. Mas buscamos ser justos com a distribuição dos investimentos”, destaca o prefeito Renato Altmann.

No bairro Teutônia, a construção do posto de saúde é um marco, assim como a retomada da distribuição de água. “Assumimos da Corsan e passamos a ofertar água com tarifa mais baixa que a anterior.”

Mobilidade urbana é a pedra no caminho

Conforme o prefeito Altmann, no cargo por dois mandatos, além dos pilares básicos como educação, saúde e segurança, a mobilidade urbana é o principal desafio. Apenas duas vias ligam aos três principais bairros. A Via Láctea e o trajeto pela Carlos Arnt em Canabarro, Estrada Velha e Estrada da Várzea que ligam a Languiru e Teutônia. “Em 2009 inauguramos a ligação de Canabarro e Languiru pela Estrada Velha e foi uma obra histórica. Acabou melhorando, mas tem muito a se fazer. Espero que possamos construir mais um trecho da avenida 1 Leste em direção a Canabarro como alternativa. Quem sabe construir um viaduto sobre a ferrovia e chegar até a Vila Esperança.”

Sobre pavimentação, o Executivo criou lei obrigando as loteadoras a calçarem as ruas com paralelepípedo ou blocos. A medida polêmica gerou críticas, mas qualifica as estradas antes da venda e ocupação dos moradores.

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