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Jornal A Hora

Pensar Teutônia

Publicada em 24/05/2016

Campo e cidade garantem a renda

Celeiro do agronegócio regional, Teutônia comemora crescimento do setor primário. Indústria mantém referência

Crédito: Arquivo A Hora Teutônia 2 - Leonardo Heisler

A extinção do limite de expansão urbana possibilitou aos produtores a continuidade do trabalho no campo. Também resultou na abertura de novos loteamentos, gerou conflito e retraiu em 146 hectares a zona rural. Mesmo assim, o agronegócio cresce e já responde por 23,3% do valor adicionado. Em 2012, era 17%.

O governo municipal intensifica programas de incentivo à produção primária, visando contribuir com as 1,5 mil famílias que mantêm minifúndios. Entre as principais atividades, destaca-se a criação de gado leiteiro, suínos e aves. O plantio de grãos como milho, feijão e soja ocorre em concomitância, ocupando um espaço menor nas propriedades.

O Colégio Teutônia é fundamental para a qualificação da atividade. Por meio do curso Técnico de Agropecuária e especialização em Agroecologia, leva inteligência e inovação ao campo.

Em março, com a parceria da Languiru, o educandário lançou o curso inédito no país: o Aprendiz do Campo. O programa realizado por meio do Jovem Aprendiz serve como base para iniciação de conceitos técnicos e práticos da agricultura.

A família de Adelar Riva, 54, é reconhecida no setor primário pela alta produção. Faz 28 anos que mantém criação de vacas e aves. No ano passado, foi homenageado por ser líder em produção de leite: 1,2 mil litros por dia. Conforme Riva, jamais pensava que fosse um dos maiores produtores. “Achei que tivessem outros que produzissem mais. Isso é só consequência de muito trabalho.”

Hoje, ele e os três filhos administram a propriedade com 80 vacas e 40 mil frangos. A quantidade de leite coletado subiu para 1,7 mil. “A ideia é sempre crescer, não podemos parar. Temos que pensar sempre pra frente, ampliar e produzir mais. Aumentar a produção significa ganhar mais.”

Em Linha Ribeiro, Celso Drebes, 50, acompanha o avanço urbano sobre o meio rural. Faz quatro anos que o primeiro loteamento próximo da propriedade da família foi aberto e já tem mais de cem moradias. Fazendo divisa com a plantação de milho, uma loteadora ofertou terrenos. “É o progresso, não temos mais o que fazer, já estamos no perímetro urbano.”

infográficoIndústria oscila, mas projeção é positiva

Enquanto a agricultura cresce, o setor industrial apresenta baixa desde 2012. Dos 55,4% do valor adicionado fiscal, caiu para 47,1%. Mesmo assim, continua com maior percentual de arrecadação.

As fábricas de calçados e indústrias de laticínio são as protagonistas. A produção de sapatos enraizada principalmente em Canabarro garante mais de 3,5 mil empregos, divididos pelas 20 unidades de produção e ateliers. Em época de pico, Teutônia chega a produzir 60 mil pares de sapatos por dia.

A instalação da Frigovale, em Linha Clara, é uma promessa que deve elevar ainda mais o valor adicionado. O frigorífico ofertará 130 empregos e abaterá 400 bovinos por dia. Com um complexo amplo, possibilitará o atendimento dos mercados interno e externo.

Micro e pequenas empresas crescem

Em 2015, o número de microempreendedores individuais (Meis) aumentou 10% em relação a 2014. A categoria abrange construtores civis, diaristas, pintores, ou seja, profissionais autônomos.

Daiane Blatt Gross, 28, vendia roupas de porta em porta, sem registro. Buscou clientes e atraiu revendedoras. Resolveu abrir a própria loja em 2014. “No início tive medo por estar investindo e não saber se teria retorno. Mas fui persistindo.”

Em dezembro do ano passado, Daiane firmou sociedade com Anelise Maria de Souza e juntas buscam o crescimento da loja. Por meio de pesquisas na internet, procuram modelos e looks diferentes para se tornar referência.

Case_Empreendedorismo_Academia Vida e Saúde_Maciel DelfinoDos gramados para os Negócios

Jeferson Luís da Silva, 28, é outra história de sucesso no empreendedorismo jovem. Depois de firmar trajetória no futebol regional e trabalhar como instrutor na escolinha Juventus, “Black”, como é conhecido, decidiu mudar. Ingressou na faculdade de Educação Física e projetou trabalho na área.
O primeiro investimento, de R$ 12 mil, saiu das economias dos pais Pedro Orlando e Eva Bela. Com o recurso, comprou os primeiros equipamentos para academia e alugou sala de 40 metros quadrados no bairro Canabarro. Na época, registrava 80 alunos e o espaço estava pequeno. Com o lucro, mudou para outra sala com 105 metros quadrados e comprou mais aparelhos.
Em janeiro deste ano, passou para outra sala, com 600 metros quadrados, onde oferta musculação, aeróbico, muay thai, com instrutor graduado pela Federação Gaúcha de Muay Thai Esportivo, e avaliação nutricional gratuita. “Investi em área para descontração e os alunos tomarem um café, porque a academia é composta por amigos. Nossa meta hoje é ver as pessoas felizes e conseguindo resultados.”

Case - Empreendedorismo_Maciel Delfino (1)Juventude Empreendedora

Aos 22 anos, Elisandro Wahlbrinck decidiu investir no negócio próprio. Vendeu um carro, pediu empréstimo aos pais, reuniu cerca de R$ 15 mil para iniciar a produção de pizzas. Transformou a garagem de 15 metros quadrados onde produzia sozinho 30 unidades por semana.

Em setembro do ano passado, aos 26 anos, Wahlbrinck inaugurou a Pizzaria do Nono, ao lado da casa dos pais. O espaço para atendimento a clientes e produção foi ampliado para 150 metros quadrados. A demanda também aumentou. Vende 320 pizzas por semana e fornece para seis supermercados. “Fiz tudo com os pés no chão”, diz.

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