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Pensar Teutônia

Publicada em 24/05/2016

Via Láctea não acompanha desenvolvimento

Precariedade da rodovia motiva mobilização de líderes locais faz cinco anos. Campanha Duplica Via Láctea nasceu em 2011, mas custa a sensibilizar

Crédito: Anderson Lopes Pista simples, cruzamentos e acessos aumentam                       o risco de quem trafega pela rodovia. Duplicação é urgente, mas inexiste previsão para sair do papel
Pista simples, cruzamentos e acessos aumentam o risco de quem trafega pela rodovia. Duplicação é urgente, mas inexiste previsão para sair do papel

Faz cinco anos que o movimento Duplica Via Láctea luta pela segurança e qualificação da ERS-128. O trajeto com dez quilômetros de extensão que inicia no entroncamento da BR-386 e segue até o trevo com a RSC-453 (Rota do Sol) não recebeu melhorias compatíveis com o desenvolvimento regional. A rodovia pertencia à Sulvias, depois passou para o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (Daer) e por último foi agregada à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). O jogo de empurra-empurra distancia ainda mais a possibilidade de duplicação do trajeto.

Ofícios entregues à direção da EGR e até mesmo ao gabinete do governador da época, Tarso Genro, formaram uma pilha colocada em terceiro plano. Enquanto isso, o poder público e a comunidade torcem para que o fluxo intenso de veículos não faça vítimas em uma das sete rótulas vazadas no percurso que corta o perímetro urbano.

Conforme o diretor-técnico da EGR, Milton Cypel, a duplicação é uma utopia e a única forma de viabilizar a obra pleiteada seria a instalação de pedágio. “No modelo atual, os órgãos fiscalizadores são contrários à colocação de rodovias e, consequentemente, serviços sem fonte de recursos. A praça não comporta as obras requeridas em termos financeiros.”

Apesar da notícia negativa, a empresa garante que a Via Láctea receberá melhorias. Mesmo assim, Cypel reconhece que pouco será feito e sem prazo previsto. “A EGR vai licitar contrato de manutenção à rodovia para funcionalidade mínima.”

Em 2010, o Executivo pleiteou iluminação na Via Láctea, mas o projeto foi recusado. Conforme o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) e vice-presidente do Conselho da EGR, Ivandro Carlos Rosa, a questão não se resolve de forma rápida. Para acelerar o processo e atender a principal demanda, os projetos estão sendo elaborados, mas sem previsão de execução, nem orçamento. “Ainda não se fez estudos de viabilidade técnica. O que solicitamos, com mais urgência, é a construção de rótula fechada no acesso à Major Bandeira e próximo à empresa de laticínios, mas tudo demanda tempo”.

Representantes da EGR e administração municipal se reúnem na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços para discutir o assunto e buscar agilidade. Segundo Ivandro, algumas mudanças na legislação podem ajudar no pleito. “Como as regras mudaram um pouco estamos em fase de reestruturação.”

Necessidade latente

Luana Carneiro, 28, e o namorado de Poço das Antas se acidentaram na rodovia. Em janeiro, colidiram de frente com outro veículo. O impacto foi tão forte que o casal teve fraturas e o veículo, perda total. Embora acredite que a imprudência seja a principal causa de acidentes, Luana sente falta de melhoria na sinalização. “Deveria ter mais placas e principalmente acostamento em toda via.” Depois do acidente, o casal tem receio de dirigir. Luana teme até andar na carona.

O atendente Jocelir José da Silva, 32, trabalha próximo à rótula em Linha Ribeiro. Segundo ele, acontecem muitos acidentes no local, a maioria causada pelo excesso de velocidade. “É um ponto que permite que os motoristas andem mais rápido nos dois sentidos. Ali tem fluxo intenso de veículos, principalmente nos horários de entrada e saída das fábricas.”

A sugestão de Silva é a instalação de lombadas eletrônicas como em Estrela e Venâncio Aires, obrigando os condutores a reduzirem a velocidade. Outros problemas são as placas que dificultam a visão de quem faz o contorno.

O pintor Ivan Silva de Souza, 45, utiliza a Via Láctea todos os dias. É o principal acesso para chegar ao bairro Canabarro, onde trabalha. Quando tem serviço em outros bairros, o percurso permite cruzar a cidade. Embora tenha se acostumado com os problemas da via, Souza acredita que as rótulas de acesso deveriam ser fechadas. “Como trabalho sempre na rua, penso positivo para que nunca aconteça nada.”

No mesmo trevo, o filho de Ivan, Douglas, 24, bateu o Fiat Punto em um Uno. Ao fazer o contorno, o veículo não parou e aconteceu a colisão. Apenas danos matérias foram registrados.

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