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Jornal A Hora

Eu curto

Publicada em 18/03/2017

Eu Curto: De Neruda a Galeano

Estudante de Relações Internacionais, Tamara Sopelsa é leitora assídua de autores latino-americanos. Apaixonada por bibliotecas, lê até cinco obras por mês

Crédito: Anderson Lopes A estudante universitária, Tamara Sopelsa, atua em empresa de tecnologia. Aproveita o tempo livre para ler sobre política, história e economia
A estudante universitária, Tamara Sopelsa, atua em empresa de tecnologia. Aproveita o tempo livre para ler sobre política, história e economia

Foi entre os artigos sobre conjuntura das relações internacionais, que Tamara Sopelsa, 21, começou a se interessar por literatura latino-americana, livros de economia, história, política e sociologia. Estudante universitária, integra a equipe responsável pelos negócios internacionais de uma empresa de tecnologia. “Os livros têm a capacidade de despertar nível crítico sobre a sociedade em que vivemos e ao mesmo tempo fazem nascer uma mistura de sentimentos.”

Tamara tem como meta atual ler cinco livros por mês, mas o tempo anda curto. “Por eu ter uma rotina corrida, costumo ler nos intervalos do almoço, antes de ir pra aula e quando chego em casa à noite. Já no fim de semana, por ter mais tempo disponível, me detenho mais na leitura de livros relacionados à faculdade.”

Ela adora bibliotecas. “O ambiente por si só te inspira a, literalmente, devorar os livros. Gosto muito de colocar a leitura em dia em ambientes rodeados pela natureza.” A lista de autores preferidos ultrapassa as fronteiras. É amante, principalmente, da literatura latino-americana. “As minhas viagens para locais como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, além da troca de experiência com pessoas de outros países, me deixaram muito próxima de autores como Gabriel Garcia Marquez, Eduardo Galeano, Jorge Lui z Borges, Hector Abad Faciolince e Pablo Neruda.”

Como estudante de Relações Internacionais, costuma planejar experiências internacionais para relacionar-se com pessoas de outras culturas e aprender outros idiomas. “ Itália, África do Sul e China foram essenciais para enfrentar o mercado multicultural.”

Segundo ela, muitas empresas e organizações passam a abrir suas portas para estrangeiros e, para isso, sente-se no compromisso de estar preparada para recebê-los. “Conviver de forma harmoniosa, conhecendo e entendendo os costumes culturais do colega estrangeiro.”

Arte como oxigênio

Tamara morou por dois meses em Florença, na Itália, e por sete meses em Bogotá, na Colômbia. “Me identifico com ambas as cidades. Por Florença ter sido o berço do Renascimento, ela respira arte, moda e literatura. O ambiente é muito inspirador.” Bogotá também desperta fascínio. “No centro encontra-se casas bem preservadas da época colonial, ruas superestreitas que mal passa um carro, muitos teatros, pessoas vendendo uma quantidade enorme de livros nas ruas a preços acessíveis”, lembra. Segundo ela, no local, há artistas cantando, pintando quadros, colorindo a rua com desenhos na séptima, uma rua onde apenas pessoas e bicicletas podem transitar.

Coleção de moedas

As viagens despertaram na estudante a vontade de colecionar moedas. “Tenho notas e moedas de países que já conheci. Também ganhei de amigos, que fiz ao longo das viagens. Ainda não tenho um lugar especial para guardar, mas a ideia é criar um espaço especial para elas.”

Conselho

“Se queremos uma sociedade que tenha um alto nível de conhecimento, educação e leitura crítica sobre os fenômenos e eventos atuais, não podemos exigir da criança e obrigá-la a ler, dizer pra ela que isso é importante. Nós, adultos, temos que ensiná-la a ler, ensiná-la a gostar da leitura, afinal de contas, nós somos o reflexo daquilo que eles veem, escutam e convivem.”

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