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Jornal A Hora

Vale do Taquari

Publicada em 08/04/2017

Intervenções artísticas modificam a rotina

Campanha leva personagens literários às ruas

Crédito: Anderson Lopes Neste sábado, intervenções ocorrem em Arroio do Meio e Teutônia
Neste sábado, intervenções ocorrem em Arroio do Meio e Teutônia

Ao passear pela rua Júlio de Castilhos, em Lajeado, a dona de casa Maria Clara Wiebusch foi surpreendida pelos atores que declamavam poesias. “Minha filha de 4 anos adorou o figurino e o capacete de livro na cabeça.”

A série de intervençõers artísticas faz parte de uma campanha publicitária em seis cidades dos vales do Taquari e Rio Pardo. A ideia é levar um pouco de literatura e teatro às ruas.

Como pano de fundo, o Festival de Tapetes de uma rede de lojas. Conforme o diretor de criação publictária Gian Oliveira, o cliente deve evitar o trivial e chamar atenção para marca por meios menos agressivos. “Deve ser sutil para que a marca fique pipocando na memória das pessoas.”

A agência chamou a trupe do Teatro Social, com declamações de Miguel de Cervantes e Camões. “Queremos que o povo tenha um pouco de conhecimento sobre nossa literatura, só para despertar o gosto e, é claro, saiba diferenciar a qualidade de um tapete, produto que queremos vender.”

A campanha iniciou no dia 31 de março e passou pelas cidades de Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Estrela e Lajeado. Neste sábado, os artistas estarão em Arroio do Meio e Teutônia.

Criatividade social

O diretor de teatro e ator, Antonio Lopes, estima que até o fim da campanha cerca de duas mil pessoas interagem com os artistas. Os personagens de Miguel de Cervantes, Dom Quixote, Dulcinéia e Clown também distribuem adesivos da Campanha Queremos Paz no Mundo. Participaram da ação Tony Filho, Francisco Lopes, Rose Schweig, João Lopes e Renata Bastos.

Segundo o diretor, a intervenção artística tira o ator do palco fechado e o leva para a rua, onde ele consegue revigorar as energias ao conversar com o público. “Quebram a normalidade e provocam nas pessoas uma espécie de exercício mental.”

Segundo ele, não se trata apenas de uma campanha publicitária, mas de uma crítica ao convencional e rotineiro. “É preciso qualificar as relações sociais.”

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