Versão Impressa

Jornal A Hora

Agronotícias

Publicada em 20/05/2017

Safra de pinhão é 30% maior

Crédito: Giovane Weber Valdemiro 
Mânica vende até 500 quilos por semana. Produto é comprado do Paraná
Valdemiro Mânica vende até 500 quilos por semana. Produto é comprado do Paraná

Com a chegada dos dias mais frios, o pinhão entra em cena. A safra deste ano é boa, com rendimento 20 a 30% superior ao de 2016.

Conforme a Emater/RS-Ascar, a média histórica por ciclo no RS é de 900 a mil toneladas. Conforme a engenheira florestal da Emater/RS-Ascar, Adelaide Kegler Ramos, a cultura neste ano, projetada em 900 toneladas, apresenta boa qualidade e produtividade em comparação ao ciclo anterior.

Isso ocorre devido às condições meteorológicas favoráveis, com horas de frio e ausência de chuva no período de polinização. “Observa-se pinhas de bom tamanho. O peso varia entre dois e três quilos, em média”, salienta.

Contudo, a safra atual ainda não é considerada “cheia”. Segundo Adelaide, por ser a araucária uma planta nativa, que não recebe manejo e nem a interferência do homem, está sujeita à flutuação de produção.

Observações no campo indicam que a árvore passa por ciclos de quatro a cinco anos, alternando volumes altos e baixos de pinhão. Mas as questões ligadas à meteorologia também interferem na oferta.

As araucárias precisam de frio e pouca chuva nos meses de agosto e setembro.” – Adelaide Kegler Ramos – Engenheira Florestal

A colheita da semente é manual e representa importante fonte de renda para muitas famílias, além de ser um produto tradicional e alimento característico para a população na região.

A engenheira florestal sugere ao produtor investir no beneficiamento, industrialização e conservação do produto para aumentar o lucro e oferecer no período de entressafra. “A paçoca pode ser vendida a R$ 15 o quilo. Infelizmente temos poucas ações nesse sentido”, analisa.


Oportunidade de negócio

A comercialização é toda informal, feita pelos extrativistas em diferentes mercados locais. No entanto, a maior parte ainda é negociada por meio de intermediários, que levam o produto para centros maiores.

Os preços pagos ao produtor nesta safra variam de R$ 2,50 a R$ 5. Nas fruteiras e supermercados, atingem até R$ 9,80 o quilo. Nas estradas, o valor médio é de R$ 6.

O agricultor Leonir Watte, de Venâncio Aires, tem em torno de 20 araucárias na propriedade. Colheu apenas 20 quilos na safra passada. Com o clima considerado ideal para a planta, a projeção é uma colheita próxima de 400 quilos. “Vendo a R$ 3,50 o quilo. É um bom rendimento extra para esta época do ano”, enfatiza.

Notícias relacionadas
Agronotícias

Foco no pequeno produtor

Envolto em dificuldades de mercado, que se somam à desconfiança após recorrentes casos de adulteração, o … Leia mais

Agronotícias

Orgânicos conquistam pela saúde

Desde 2008, o Brasil ocupa a incômoda liderança no ranking mundial de uso de agrotóxicos. De acordo com a … Leia mais

Agronotícias

Cheia de nutrientes, pitaia chega ao pomar

Fruta exótica se adapta bem em qualquer região e tem mercado garantido no país e no exterior. Principal … Leia mais