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Jornal A Hora

Lajeado

Publicada em 14/07/2017

Sindicato incentiva a retomada do setor calçadista gaúcho

Primeira reunião do Sicergs no interior ocorreu quarta em Lajeado

Crédito: Carolina Chaves da Silva Sicergs aposta na qualificação da mão de obra para retomada do mercado
Sicergs aposta na qualificação da mão de obra para retomada do mercado

Representativo na economia da região na década de 1990, o setor calçadista perdeu espaço. Na época, filiais de grandes indústrias ocuparam a lacuna, e agora dão sinais de recuperação.

Nessa quarta-feira, representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e do Sindicato das Indústrias de Calçados do Estado do RS (Sicergs) estiveram na Acil, para demonstrar que são aliados nessa retomada e na profissionalização do setor.

“Trabalhamos com quatro pilares: representatividade institucional, defesa da competitividade, consolidação das marcas e defesa comercial. Estamos aqui para o que as empresas precisarem”, destacou o presidente da Abicalçados, Heitor Klein.

Fica claro, para o diretor-executivo do Sicergs, José Lauri da Cunha, que o patamar de 30 anos atrás dificilmente será alcançado. Mas a reforma trabalhista surge como uma expressiva aliada nessa recuperação. “Pagamos muitos impostos aqui no RS, e os valores de logística também são maiores que em outras regiões.”

Presidente do Sicergs, o diretor da Picadilly Renato Klein, acredita que o treinamento da mão de obra é uma das formas de melhorar o trabalho. Hoje, conforme dados do Caged, há cerca de 11 mil empregados formais na indústria calçadista do Vale. Parte deles é de funcionários de empresas que prestam serviços terceirizados às grandes companhias, instaladas no Vale dos Sinos.

Terceirização

A contratação de microempresas também foi tema de uma palestra na ocasião. Os advogados Edson Morais Garcez e Gisele Morais Garcez, intermediados por Ney Arruda Filho, abordaram a nova legislação trabalhista.

Para Garcez, é hora de ter cautela, mesmo que a lei autorize a terceirização de atividades fins. “Há vários apontamentos de inconstitucionalidade da lei. Então é preciso tomar cuidado.” Eles indicam que as empresas busquem terceirizados de confiança, e exijam periodicamente documentos que comprovem a legalidade do empreendimento, e das relações trabalhistas.

Alvo de ações

Segundo os advogados, o setor calçadista é um dos que mais sofre ações trabalhistas, frutos de contratos de terceirização. Empregados de microempresas recorrem às indústrias para receber valores devidos. Porém, com a nova lei, as contratantes têm uma responsabilidade subsidiária, e somente serão acionadas caso chegue-se as últimas medidas com a terceirizada. Outro ponto ressaltado é que continua proibida a contratação por onerosidade, habilidade, pessoalidade e subordinação. Isso é chamado de pejotização, e é considerado fraude pela legislação trabalhista. Conforme Gisele, a terceirização só é permitida para atividade específica.

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