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Jornal A Hora

Vale do Taquari

Publicada em 15/07/2017

Estado e IGL definem reunião com ministros

Demandas da cadeia leiteira serão tratadas em Brasília

Crédito: Anderson Lopes Mobilização ocorre um dia após o debate Pensar O Vale, sobre a crise no leite
Mobilização ocorre um dia após o debate Pensar O Vale, sobre a crise no leite

Os assuntos discutidos durante o debate Pensar o Vale dessa quinta-feira, 13, ecoaram no governo do Estado. Na manhã de sexta-feira, representantes das secretarias da Fazenda, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e também do Sindilat se reuniram com a direção do Instituto Gaúcho do Leite (IGL) para definir ações diante da crise no setor.

De acordo com o presidente do instituto, Carlos Joel da Silva, o encontro serviu para alinhar posicionamento do IGL, do sindicato e do Piratini em relação à importação de leite em pó uruguaio e a medidas para controlar o estoque por meio de compras institucionais do produto gaúcho.

Conforme Silva, o leite em pó vindo do Uruguai é um dos principais causadores da queda no preço pago ao produtor. Segundo ele, uma das possibilidades é retirar a autorização para importação automática, permitindo ao governo segurar a entrada do produto durante a safra.

“Sabemos que existe um acordo comercial que impede o fechamento das importações, mas existem mecanismos capazes de segurar a entrada”, ressalta. Para Silva, se o governo não sinalizar essa possibilidade, terá de fazer um controle por meio de compras estatais.

Organização da cadeia

O presidente do IGL ressalta a importância de momentos como o debate realizado pelo A Hora e a reunião de sexta-feira para a organização do setor. Segundo ele, os dois momentos mostram que os líderes do estado estão unidos na busca por uma solução.

“Temos que criar mecanismos definitivos, para que os problemas solucionados agora não retornem no ano que vem”, alerta. A queda no preço do leite no mercado fez com que mais de 2,5 mil famílias abandonassem a produção nos últimos dois anos.

“Queremos que eles comprem quando tivermos produção excedente e vendam quando reduzir a oferta no mercado”, aponta. Para Silva, é fundamental a busca de medidas capazes de impedir que novas famílias deixem a atividade devido à crise no setor.

Novos mercados

Além de debater a importação, Silva ressalta a intenção de buscar apoio para ampliar as exportações do leite gaúcho. Para ele, países como México e outros grandes importadores do produto podem representar um novo mercado para o setor.

Conforme o presidente do IGL, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, e o secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, intermediarão audiências para tratar o tema em Brasília.

A intenção é falar com os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, do Desenvolvimento Agrário, Caio Rocha.

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