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Jornal A Hora

Teutônia

Publicada em 15/07/2017

Município reformula aterro e evita envio a Minas do Leão

Melhorias no depósito de lixo seguem para análise da Fepam

Crédito: Anderson Lopes Agentes públicos afirmam que ampliação impede gasto de R$ 500 mil
Agentes públicos afirmam que ampliação impede gasto de R$ 500 mil

Duas iniciativas garantem aumento da vida útil do aterro sanitário, além de evitar despesas com transporte e tratamento de lixo na usina de Minas do Leão. O rápido preenchimento da segunda vala, aberta em 2010, desencadeou campanhas de conscientização para separação do lixo.

Conforme o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Gilson Hollmann, no ano passado, foi assinado pré-contrato com a empresa.

Porém, os custos preocupam a administração. Além da destinação, o município teria que despender recursos no transporte.  “Isso custaria R$ 500 mil anuais aos cofres municipais.”

Outra proposta, em andamento, é a verticalização do aterro. Segundo o biólogo do município, Leonardo Crestani, a verticalização requer aprovação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Com a proposta, a vida útil da vala se estende em mais de um ano.

“A empresa irá ampliar seu espaço físico e por meio de uma parceria, destinará toda a terra excedente da obra para o aterro sanitário”, comenta Gollmann. O volume de material removido é suficiente para a utilização nas operações diárias do aterro e para os projetos de verticalização da segunda vala e para a construção da terceira célula.

Mistura

O biólogo aponta que muitos resíduos ainda vêm misturados. “Se a separação do lixo doméstico fosse feita corretamente e a coleta seletiva fosse mais eficiente, o reaproveitamento poderia ser maior, visto que alguns materiais como papel e papelão têm que ser destinados à vala quando entram em contato com o lixo orgânico.”

O aumento do número de trabalhadores na triagem resultou em maior quantidade de resíduos recuperados e reciclados.  “Isso permite a construção de novos vestiários e banheiros no aterro sanitário, melhorando as instalações do local”, comemora Hollmann.

No local, será construída uma  sala de aula para educação ambiental. Iniciativa visa promover a conscientização dos jovens quanto à importância da separação e da destinação correta do lixo.

Hoje a captação da terra, que cobre o lixo, preenchendo a vala e promovendo a compactação do aterro, era retirada de outros locais e gerava custos ao município. A licença emitida pela Fepam determina que todas as cargas de resíduos sejam compactadas e cobertas com terra ao fim de cada dia de operação.

Reciclagem

Uma das metas é reduzir ainda mais o volume de lixo que chega ao aterro. Entre as medidas, foi feito cadastramento e identificação dos coletores de materiais reciclados do município. “Uniformizadas essas pessoas com jalecos verdes e ficou mais fácil de a população identificar os coletores e entregar o lixo reciclável corretamente”, diz Hollmann.

A separação mais minuciosa dos resíduos também foi cobrada da cooperativa que faz a triagem. Conforme Crestani, o aterro recebe 12 toneladas diárias de lixo, metade são resíduos orgânicos. “Das seis toneladas de resíduos não orgânicos, a cooperativa consegue recuperar quatro toneladas. Isso significa que destinamos à reciclagem e logística reversa quase 70% dos resíduos recicláveis.” neladas. Isso significa que destinamos à reciclagem e logística reversa quase 70% dos resíduos recicláveis.” neladas. Isso significa que destinamos à reciclagem e logística reversa quase 70% dos resíduos

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