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Jornal A Hora

Eu curto

Publicada em 12/08/2017

De à capela para os palcos

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A música entrou cedo na vida de Luca Lunardi, 32, morador de Lajeado. Desde pequeno, ele tem recordações sonoras importantes e conta que, por volta dos 14 anos, começou a arranhar as cordas do violão para passar o tempo.

Naquela época, tirava um som em casa ou em rodas de amigos. Hoje trabalha como tradutor de inglês e espanhol para empresas, alunos e professores de universidades, mas segue com o violão como um hobby querido.

Ele relembra que começou brincando, e as primeiras apresentações foram palinhas, em locais onde os amigos tocavam. “Eram duas ou três músicas, fiz isso algumas vezes no Galera’s, até que rolou o convite para uma participação completa”, conta. Foi aí que os ensaios começaram a ganhar um tom mais sério para garantir a diversão dos festeiros.

Seu estilo preferido é o rock, mas como algumas músicas são muito difíceis ou não ficam tão legais no violão começou a tocar também outros ritmos. “Hoje o que costumo tocar é folk, indie, pop, um pouco de surf music, rock nacional e por aí vai”, explica.

Acho que nunca vou deixar de ter um violão sempre por perto e, enquanto eu estiver me divertindo tocando em público, continuarei.”

Algumas bandas sempre estão na playlist de Lunardi como Mumford & Sons, Vance Joy, Arctic Monkeys e The Kooks. Toda vez que ele toca a sensação é a mesma, como se estivesse se divertindo, independente de o palco ser grande ou se resumir a um grupo de amigos. O que satisfaz é ver o pessoal dançando e cantando junto.

Para escolher os sons, Lunardi tem uma estratégia que batizou de “mistureba”. “Tem de tudo um pouco. Sempre tento misturar o que gosto com aquilo que vai agradar o público do lugar onde estou tocando”. Para isso, busca músicas que lhe agradam e, ao mesmo tempo, sejam populares.

A apresentação inesquecível foi a primeira. Subir ao palco e, sem muita experiência, ter a responsabilidade de animar o pessoal o deixou bastante nervoso. Mas depois disso foi tudo mais fácil e as apresentações fluíram bem. Lunardi confidencia que, em certa ocasião, já aconteceu de fazerem graça no meio de uma música e ele, sem conseguir conter a risada, se atrapalhou no repertório.

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