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Jornal A Hora

Vale do Taquari

Publicada em 12/08/2017

Firjan destaca gestão fiscal de Forquetinha

Município é o segundo do RS e o 27º do país melhor avaliado

Crédito: Arquivo A Hora Levantamento destaca gestão de pessoal do município de Forquetinha
Levantamento destaca gestão de pessoal do município de Forquetinha

Forquetinha é o segundo município gaúcho que se destaca no ranking do Índice de Gestão Fiscal da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Administração atingiu 0,7714 pontos.

Nesta edição, a cidade de pouco mais de 2,5 mil habitantes deu um salto em relação à última avaliação, com referência ao ano base 2015, quando aparecia em 83ª posição no ranking estadual.

Com o novo resultado, fica atrás apenas de São José do Hortêncio, no Vale do Caí, único município gaúcho a atingir posição de excelência na avaliação. Forquetinha alcançou excelência em quatro dos cinco itens avaliados. O município conseguiu se diferenciar das demais cidades em relação à liquidez, investimentos e gastos com pessoal.

O único aspecto com conceito baixo foi o item receitas próprias, no qual atingiu 0,160. O secretário de Administração e Fazenda, Roberto Muller, comemora o resultado e afirma que o desempenho se deve a um trabalho contínuo do governo. “Estamos entrando no nono ano consecutivo com a mesma política de gestão fiscal e equipe a frente das atividades. Acredito que isso garanta esse resultado.”

Segundo ele, o comprometimento médio com a folha de pagamento atinge 34%. Quanto às receitas próprias, comenta que o município ainda é muito dependente de recursos externos como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Nos últimos três anos, a arrecadação atingiu cerca de R$ 11 milhões. No ano passado, alcançou os R$ 12 milhões a partir dos recursos da repatriação. “A maior dificuldade é ampliar a arrecadação. Temos uma forte política de gestão tributária. Tínhamos uma dívida ativa de quase R$ meio milhão e conseguimos reduzir esse montante para patamares ainda menores.”

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Cenário de dificuldades

Segundo dados da nova versão do índice,  o ajuste das contas públicas é o grande desafio fiscal do país e atinge todas as esferas de governo.

O levantamento mostra que 2016 foi o ano em que mais prefeituras apresentaram gestão fiscal difícil ou crítica, desde o início da série histórica. O ajuste fiscal das prefeituras é feito com a redução de investimentos.

Mesmo 2016 tendo sido ano de eleições, quando os municípios costumam investir 20% a mais, o volume direcionado foi inferior ao de 2015 em R$ 7,5 bilhões.

No país, 3.663 cidades investiram menos de 12% do orçamento. No total, a média de recursos investidos foi de 6,8%, a menor dos últimos dez anos.

 

Dez melhores

Santa Clara do Sul é a segunda cidade da região com destaque no levantamento. O município ficou em quinto no ranking estadual com 0.7505 pontos. Teve desempenho excelente nos aspectos investimentos e custo da dívida.

Depois dele, se destacam Arroio do Meio, Sério, Canudos do Vale, Westfália, Putinga, Relvado, Arvorezinha e Estrela.

Baixo desempenho

Tabaí foi o município com desempenho mais baixo. Atingiu 0.4211 pontos e ficou na 423ª posição no ranking estadual. Em relação a 2015, foi melhor avaliado. Na oportunidade, havia atingido 0.2536 pontos.

Roca Sales teve resultado insatisfatório e caiu em relação à última avaliação. Em 2016, atingiu 0.4462 enquanto em 2015 fez 0.5768.

Das maiores cidades do Vale, destaque para Taquari. A cidade mais antiga da região é a antepenúltima colocada entre as 36 cidades. Atingiu 0.4470 pontos e ficou na 392ª posição no estado. Um crescimento em relação a 2015, quando fez 0.3558 pontos.

O que é avaliação   

O Índice Firjan de Gestão Fiscal foi criado em 2006 e faz um diagnóstico de como os municípios administram os recursos públicos, estimulando uma cultura de responsabilidade fiscal. Para isso, analisa cinco variáveis: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, liquidez e custo da dívida.

O índice é elaborado a partir dos resultados fiscais das próprias prefeituras por meio das informações de declaração obrigatória e disponibilizadas todos os anos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Cássia Colla de Paula: [email protected]

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