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Jornal A Hora

Assinante Solidário

Publicada em 12/08/2017

Referência em acolher

Entidade completou 47 anos em julho e se dedica a atender estudantes de Arroio do Meio e menores de todo o RS

Crédito: Gesiele Lordes No abrigo, a rotina é o mais próxima possível de uma casa. Na tarde em que a reportagem esteve lá, as crianças faziam pastel para o lanche da tarde
No abrigo, a rotina é o mais próxima possível de uma casa. Na tarde em que a reportagem esteve lá, as crianças faziam pastel para o lanche da tarde

Com quase meio século de existência, a Associação dos Menores de Arroio do Meio (Amam) tem como um dos principais desafios a arrecadação de recursos suficientes para se manter em funcionamento. A isso, soma-se a complexidade de atender crianças afastadas das famílias por determinação judicial, além de alunos em contraturno escolar. Hoje cerca de 80 estudantes frequentam a instituição antes ou depois do horário escolar, e 20 residem no abrigo.

Segundo a diretora da entidade, Ingrid Venter Soares, o abrigo é referência em acolhimento no RS. O atendimento na modalidade de lar recebe crianças e adolescentes de todo RS. Até o fim de julho, apenas quatro eram de Arroio do Meio.

Ingrid explica que no abrigo moram menores afastados das famílias por decisão judicial. “A gente nota que se eles vêm de uma situação de muito sofrimento, precisam de poucos dias para perceber que aqui é um lugar onde eles não sofrem”.

[…]precisam de poucos dias para perceber que aqui é um lugar onde eles não sofrem.” – Ingrid Soares, diretora

A relação afetiva entre crianças e equipe é um bônus que compensa. Não raro, ex-alunos visitam a instituição para matar a saudade dos veteranos da equipe. No abrigo, eles podem ficar até restabelecer o vínculo com a família, até os 18 anos ou até serem adotados. “Até eu que estou aqui não sei como é grandioso esse trabalho, porque envolve um respeito muito grande pela história dessa criança e adolescente”.

As oficinas de reforço em Letramento e Matemática, de acompanhamento dos temas escolares, de Educação Física e de Canto

Coral preenchem a rotina das crianças. Uma demanda simples, porém, importante para o lazer das dezenas ali atendidas, são as melhorias na quadra de esportes.

Esse é o destino de parte dos recursos do projeto Assinante Solidário, que repassa 8% da receita em assinaturas do A Hora para associações de atendimento a crianças e adolescentes. O recurso será entregue às entidades em uma solenidade, em novembro. Serão R$ 150 mil, divididos entre dez cidades do Vale.

Segundo Ingrid, o espaço para esportes é um dos mais usados pelos alunos, tanto em atividades de Educação Física quanto em recreações e momentos livres. Como a estrutura é aberta, é muito comum que as bolas sejam chutadas para fora do pátio. Além do incômodo aos vizinhos mais próximos, muitas eram perdidas, gerando mais custos com material esportivo.

As oficinas são direcionados aos internos do abrigo e aos alunos no contraturno escolar
As oficinas são direcionados aos internos do abrigo e aos alunos no contraturno escolar

Além do fechamento do espaço com redes, a reforma envolve o reforço ao muro que sustenta a quadra. A demarcação dos entornos é outro item contemplado. Parte do valor será destinada à compra de materiais esportivos, como bolas, colchonetes e bambolês. Também será possível comprar os postes que sustentam a rede de vôlei, ampliando o leque de esportes oferecidos.

Mão na massa

Monitora do lar faz nove meses, Marieli Reisdorfer, 23, está em sua primeira experiência profissional com crianças. Mãe de uma menina, não vê dificuldades em trabalhar com os pequenos. A rotina é o mais próxima possível de uma casa.

Na tarde em que a reportagem visitou o local, com a ajuda das crianças, ela preparava pastéis para o lanche da tarde. Enquanto alguns esticavam a massa, outros menores colocavam o recheio de carne moída. “A gente cozinha, arruma a casa, e de tarde eles têm as oficinas”.

Colocar a mão na massa é uma das especialidades da equipe. A entidade, inclusive, chegou a ter uma oficina de Panificação, mas os custos inviabilizaram a continuidade do projeto. Contudo, a cozinha ainda é um cômodo importante.

Uma vez por semana, são preparados pães caseiros. Os produtos são vendidos a uma clientela fixa da cidade. Ingrid explica que a entrega dos pães é feita pelos alunos maiores. Essa é uma forma de preparar os adolescentes a lidar com o público, além de prepará-los para o mercado de trabalho.

Gesiele Lordes: gesiele@jornalahora.inf.br

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