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Jornal A Hora

Lajeado

Publicada em 24/08/2017

Peça conta a história da jovem símbolo do holocausto nazista

O Anexo Secreto é uma adaptação do livro O Diário de Anne Frank

Crédito: Divulgação Peça adapta o Diário de Anne Frank, escrito pela jovem símbolo do holocausto
Peça adapta o Diário de Anne Frank, escrito pela jovem símbolo do holocausto

Enquanto a discussão sobre o nazismo volta ao centro do debate no mundo, a peça cênica que retrata a vida de uma das judias mais conhecidas da história estreia hoje à noite, no Teatro do Sesc. O Anexo Secreto é uma adaptação do livro O Diário de Anne Frank, escrito pelo própria Anne durante o período em que ela e a família viveram clandestinamente em um esconderijo na Holanda, a fim de fugir dos campos de concentração.

A privação de liberdade levou a uma perda de identidade, onde residem os conflitos e reflexões de uma menina em plena puberdade. O espetáculo surgiu em 2015 e é resultado do trabalho de conclusão de curso da atriz que interpreta a protagonista, Natália Xis, que tinha o desejo de trabalhar com uma mulher forte na literatura e que fosse uma personagem histórico.

Segundo a diretora Fernanda Moreno, a peça percorre o RS e já foi apresentada cerca se 60 vezes. Cada um dos quatro atores interpreta dois personagens, e toda a história se passa em um único cenário.

São três os principais elementos cênicos: um conjunto de malas, que simboliza as viagens e mudanças; um praticável, que é usado para simular o sótão; e uma escrivaninha, onde a protagonista registra seus dias no diário que ganhou de presente do pai aos 13 anos.

Espetáculo surgiu em 2015 e já foi apresentado em diversas cidades do estado
Espetáculo surgiu em 2015 e já foi apresentado em diversas cidades do estado

As vestes refletem a simplicidade em que os judeus viviam na década de 1940. “Teve muito trabalho de pesquisa. Ficamos 1,5 ano nos preparando. Foi uma dramaturgia coletiva, feita pela direção e pelos atores.”, comenta.

Formada em Letras e professora de Literatura, Fernanda conta que para ela a história da jovem que se tornou símbolo do holocausto já era conhecida. Diante dos últimos acontecimentos, como o avanço de movimentos nazistas nos Estados Unidos, o grupo passou a refletir mais sobre o tema.

“Ficamos extremamente chocados. Isso mostra que mesmo uma obra escrita em 1945 ainda é atual e é necessário que as pessoas tenham contato com ela. É um absurdo perceber que ainda tem preconceito de identidade do mundo, que as pessoas ainda são intolerantes no século 21, mesmo com internet, com tudo”, lamenta.

O elenco conta com Gabriel Fontoura, que interpreta Peter Van Dan e Sr. Dussel; Leo Bello, que dá vida a Otto Frank e Sr. Van Dan; Madalenna Leandra, como Margot e Sra. Van Dan, e Natália Vargas Xis, que vive Anne Frank e Edith Frank. Fernanda Moreno divide a direção com Juliano Rabello. Bruna Immich é responsável pela criação de luz e operação e trilha sonora são de Ismael Goulart e Estêvão Trindade.

Gesiele Lordes: [email protected]

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