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Jornal A Hora

Lajeado

Publicada em 13/09/2017

Grupo avança na instalação do IGP regional

Há possibilidade de um centro de atendimento infanto-juvenil também ser trazido para a cidade

Crédito: Norberto Peres / Divulgação Reunião em Porto Alegre contou com membros da nova diretoria do IGP
Reunião em Porto Alegre contou com membros da nova diretoria do IGP

Uma comissão formada por representantes da administração municipal, Alsepro, Univates e Codevat se reuniu ontem com integrantes do Instituto Geral de Perícias em Porto Alegre. A pauta principal do encontro foi a instalação de um posto avançado do serviço em Lajeado.

O assunto é tratado faz anos, mas a troca de diretoria, há algumas semanas, impossibilitou a continuidade das negociações. “Fomos bem recebidos pelos novos representantes. Queríamos deixar claro que tudo será feito para a instalação do serviço. E saímos satisfeitos”, afirma Cintia Agostini, presidente do Codevat.

Nos próximos dias, os integrantes do IGP encaminharão ao grupo as necessidades para instalação do posto. Em conjunto, ainda devem informar o que é preciso para a criação de um Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil (Crai) na cidade.

Voltado ao acolhimento e perícia de crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual, o Crai poderá ser instalado de imediato na cidade. Ao contrário do posto, que deve demorar mais tempo. “Vamos analisar o que eles encaminharem, e depois formular uma proposta mais consolidada para os dois serviços”, afirma Cintia. O objetivo é formar uma parceria entre Univates e governo municipal para agilizar o processo.

Hoje existe apenas uma unidade do Crai na capital, o que garante pioneirismo a Lajeado no interior, caso o projeto seja concretizado. Segundo Ítalo Reali, assessor do prefeito, há dois locais para instalação do serviço, que deverá ser integrado à Sala Lilás. Um espaço na Polícia Civil, e outro na Univates, foram ofertados pelo grupo de modo informal. Para o posto do IGP, ainda não há lugar oficial.

Contratação de profissionais

Um dos entraves para instalação do posto é a falta de profissionais. Hoje, o IGP tem apenas 35% do efetivo necessário. Problema que afeta, inclusive o Instituto Médico Legal (IML) de Lajeado, sem médicos extras para cobrir férias, folgas ou afastamentos. Nesse caso, os corpos são encaminhados a Porto Alegre, de onde também precisam ser encaminhados, sempre, peritos para análise de mortas violentas.

A realização de um concurso surge como alívio para esse dilema. Já em andamento, deve fornecer novos profissionais até o fim do primeiro semestre de 2018. Entre janeiro e fevereiro, os contratados iniciarão o curso de formação. No total, 106 pessoas serão convocadas, sendo 36 peritos médico legistas, 36 peritos criminais e 35 técnicos em perícias.

Carolina Chaves da Silva: [email protected]

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