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Jornal A Hora

Estrela

Publicada em 13/09/2017

Prefeito vai ao MP falar sobre concurso

Junto do secretário, Jônatas dos Santos, gestor quer celeridade nas investigações

Crédito: Rodrigo Martini Concurso prevê salários de R$ 1,1 mil a até R$ 5,1 mil para 29 vagas
Concurso prevê salários de R$ 1,1 mil a até R$ 5,1 mil para 29 vagas

O prefeito, Rafael Mallmann, vai prestar esclarecimentos hoje à tarde ao Ministério Público (MP) sobre as denúncias de irregularidades em um concurso público realizado há pouco mais de três semanas. O gestor vai falar com o promotor de Justiça por livre iniciativa, já que o órgão fiscalizador não encaminhou qualquer notificação até o momento. O encontro ocorre às 14h.

Na segunda-feira, cinco pessoas que participaram do concurso e se sentiram prejudicadas compareceram ao MP para apresentar versões sobre supostos problemas verificados durante a realização das provas. O concurso ocorreu no dia 26 de agosto, para vagas de fiscal de trânsito, sanitário e monitor de educação.

O secretário de Administração, Jônatas dos Santos, se prontificou a acompanhar o prefeito no encontro com o MP. “Nossa preocupação é com o trâmite do processo. Já iniciamos uma sindicância interna e queremos celeridade em ambos os processos, interno e externo, sob risco de prejudicar os vencedores do concurso”, comenta.

Sobre a sindicância interna, explica o secretário, a intenção é finalizar o processo em até 20 dias. Entretanto, ele observa que não há prazo legal para isso. “Queremos o mais rápido possível. Vamos ouvir a empresa Schnoor, fiscais que atuaram no dia da prova, outros servidores e, também, aquelas pessoas que protocolaram denúncias na prefeitura”, informa Santos.

Ainda de acordo com o secretário, o governo recebeu um abaixo-assinado com nove assinaturas. Esse mesmo documento teria sido entregue ao MP.

Na manhã de ontem, foi realizado a sessão pública de reidentificação, trâmite normal dentro do processo seletivo, explica Santos. A partir de agora, será feito edital para confirmar as informações verificadas. Na sequência, o governo deve homologar os resultados e, após, abrir novo período para apresentação de recursos.

Relembre o caso

Na semana seguinte à realização das provas, um grupo de concursandos iniciou uma série de reclamações, principalmente por meio das redes sociais. Eles querem anular todo o processo seletivo realizado pelo governo para os cargos de fiscal de trânsito, sanitário e monitor de educação.

São 25 vagas para monitor de educação, com salário base de R$ 1,1 mil; uma para fiscal sanitário, com salário de R$ 5,1 mil; e outras três para fiscal de trânsito, com salário inicial de R$ 1,6 mil. Mais de 1,3 mil pessoas se inscreveram para as provas.

Entre os problemas citados pelos denunciantes, o horário das provas. Concursandos afirmam que os testes teriam iniciado cerca de meia hora antes do horário estipulado no edital.

Também se queixam de problemas nos critérios de dificuldade das questões, falta de cobrança de documentos por parte dos fiscais e concorrentes utilizando aparelhos celular dentro das salas onde as questões ainda eram resolvidas.

Rodrigo Martini: [email protected]

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