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Jornal A Hora

Teutônia

Publicada em 13/09/2017

Salão reúne mais de 400 obras

Na sétima edição, artistas da região expõem trabalhos para concorrer a até R$ 1.000

Crédito: Anderson Lopes Teutônia recebe até domingo exposição de artistas da região e do estado. Mostra com mais de 400 obras pode ser visitada a partir das 7h30min de hoje, na Associação Pró-Desenvolvimento Languiru. Entrada é gratuita
Teutônia recebe até domingo exposição de artistas da região e do estado. Mostra com mais de 400 obras pode ser visitada a partir das 7h30min de hoje, na Associação Pró-Desenvolvimento Languiru. Entrada é gratuita

A sétima edição do Salão de Artes Visuais conta com mais de 300 quadros de alunos da rede de ensino da cidade. Para o concurso, que faz parte da programação da Teutoarte, 75 obras estão inscritas como pintura, 25 como desenhos, sete na categoria escultura e seis como instalações. O evento inicia hoje, às 7h30min, na Associação Pró-Desenvolvimento Languiru (Água). Pode ser visitado até o dia 17, das 8h às 12h e das 14h às 21h

Com o tema “A vida tomando forma”, a exposição reúne modalidades como desenhos, pinturas, mosaico, escultura e instalação. Trabalhos autorias, reproduções, fotografias e esculturas instigam à crítica e reflexão social. Os jurados analisam os trabalhos hoje à tarde.

 

Mostra pode ser visitada até o dia 17, na Associação Pró-Desenvolvimento
Mostra pode ser visitada até o dia 17, na Associação Pró-Desenvolvimento

Logo na entrada do salão, duas esculturas provocam reflexão acerca de evolução humana. Ao lado esquerdo, a reprodução da escultura mais famosa do escultor francês Auguste Rondin, “O Pensador”. Feita em 1904, a obra se encontra no Museu Rondin, em Paris. Diferente da original, em bronze, a escultura utilizou papel e materiais reciclados. Retrata um homem nu, em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna.

Ao lado direito da entrada, a obra do artista lajeadense Silvio Farias, que compõe um homem máquina, com um notebook no lugar da cabeça. Ao centro do salão, em plano tridimensional, um quadrado colorido, cercado por fios alinhados, é a obra interativa dos alunos do Cemef. O trabalho é resultado de estudos das linhas e apresenta almofadas ao centro, levando o visitante à condição de convidado a entrar na obra.

Os dois quadros de uma mulher seminua de frente e de costas mostram leveza nos traços delineados. As obras de Farias foram inspiradas em um desenho de aluno.

Para ele, o debate acerca das obras do Santander Cultural não passa de oportunismo.

Para a integrante da Associação Regional Cultural e Artística (Arca), Maria Lúcia de Oliveira Blazoudaskis, existe a necessidade de ampliar as reflexões sobre a evolução humana. “A arte reconta a história do homem, que tem partes boas e sombrias.”

Prêmio de até R$ 1.000

A exposição terá dois tipos de júri: popular e técnico. No primeiro, o público receberá na entrada uma ficha de avaliação. Ao final, elege as três melhores obras. A premiação será com troféu e certificado.

O juri técnico será composto de três pessoas que premiarão os vencedores com dinheiro. Em cinco modalidades, o critério criatividade e originalidade concede ao primeiro lugar R$ 1.000. Segundo e terceiro colocados recebem, respectivamente, R$ 600 e R$ 400.

Na categoria reprodução e releitura, a premiação ao ganhador será de R$ 800. O segundo lugar recebe R$ 400 e o terceiro, R$ 200.

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Entrevista

“Querem esconder as misérias humanas, para não enfrentá-las, nem resolvê-las.”

Silvio Farias é artista lajeadense que optou por produzir obras comerciais, uma forma de sobreviver com a arte. Há 30 anos compondo quadros, Farias tem duas obras expostas com nus artísticos e provocam reflexão.

O que pensa sobre a interferência de religiosos nas exposições artísticas?

Esta história de aparecer e criticar sempre existiu. Mas a questão do artista é jogar para fora sua criação, propor debate, provocar. O papel do artista é fazer as pessoas pensarem. Esta história da exposição Queer, querem esconder as misérias humanas, para nunca ter que enfrentá-las, nem resolvê-las.

Quais as dificuldades do artista hoje?

Nunca houve uma época tão difícil para ser artista. E aqui vai uma crítica às próprias bienais. Hoje qualquer borrão com uma boa explicação se torna valoroso, desde que o artista tenha nome famoso. Na bienal geralmente a explicação é melhor do que a própria obra.

Anderson Lopes: [email protected]

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