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Fala, doutor

Publicada em 02/10/2017

Hipocondria: sintomas, causas e tratamento

Algumas situações podem aumentar a chance de uma pessoa desenvolver hipocondria como histórico de doença séria na infância e até mesmo a perda de um ente querido

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Uma pessoa apresenta quadro de hipocondria quando tem medo excessivo e não realista de ter algum sintoma ou condição de saúde que pode ameaçar sua vida. Nesses casos, o hipocondríaco tende a ficar ansioso com a doença, mesmo que nenhuma evidência médica justifique a preocupação. Ele acredita que qualquer sintoma simples pode evidenciar um problema terrível.

Não se sabe ao certo o que desencadeia a hipocondria, mas o tipo de personalidade, a experiência de vida e questões hereditárias podem estar envolvidas no distúrbio. A hipocondria atinge homens e mulheres e aparece no início da vida adulta, apesar de poder se desenvolver em qualquer idade.

Algumas situações podem aumentar a chance de uma pessoa desenvolver hipocondria como histórico de doença séria na infância e até a perda de um ente querido.

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O transtorno de ansiedade pode ser gatilho para a hipocondria. Outro agravante é que o hipocondríaco costuma acreditar que boa saúde significa estar livre de quaisquer sintomas e nem sempre é assim. Um paciente com esse distúrbio costuma apresentar medo intenso ou ansiedade prolongados de ter uma doença grave e se desespera com qualquer sensação física. Para ele, uma leve dor é sinônimo de doença mortal.

Outros comportamentos identificados nos hipocondríacos são a troca constante de médicos, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave. Falar muito sobre os sintomas que têm, checar desenfreadamente o corpo em busca de problemas e pensar que está doente só em ouvir falar ou ler sobre alguma enfermidade são outros traços observados nos hipocondríacos.

Pessoas com hipocondria também tendem a aumentar sintomas quando realmente estão doentes. Mas a principal característica está no pensamento obsessivo de que, de fato, se trata de uma doença muito grave e que a vida pode estar em risco.

De acordo com o psicólogo Gustavo Lorusso Guerreiro, o ideal é identificar quais fatores levaram a pessoa a adquirir esses pensamentos ansiosos e obsessivos. “Somos seres afetados pela esfera biológica, cultural, sócio-histórica e psicológica, nem sempre fica clara a gênese do problema, por isso, temos que ter uma visão pluralista”, explica.

Para ele, o tratamento depende do quanto o transtorno afeta negativamente a vida da pessoa. “Às vezes somente a terapia já torna possível reverter a situação e melhorar a qualidade de vida. Porém, há casos em que é necessário a intervenção de um psiquiatra”, afirma.

Diagnóstico de hipocondria

O diagnóstico de hipocondria em geral envolve primeiro um exame físico, em que o médico verificará se o paciente tem alguma condição física. Além disso, o médico fará uma avaliação psicológica, conversando sobre os sentimentos e comportamentos do paciente. Testes de laboratórios podem ser feitos para verificar a função da tireoide e também se há uso abusivo de álcool e drogas.

Os critérios de diagnóstico da hipocondria, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), são:

– Preocupação por cerca de seis meses ou mais em ter uma doença séria, baseada em sintomas corporais
– Ansiedade com essa preocupação
– Dificuldades na vida social, trabalho e na rotina diária, por conta dessa preocupação ou sintomas

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