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Jornal A Hora

Saúde

Publicada em 07/10/2017

Depilação íntima pode fazer mal à saúde

Ginecologista Caroline Chiarelli fala sobre cuidados para evitar infecções vaginais

ILUSTRTAÇÃO

Você costuma fazer depilação íntima completa? De acordo com a ginecologista Caroline Chiartelli, o ideal é que a mulher mantenha os pelos da vagina. E por um motivo bem importante: eles funcionam como um filtro para micróbios, bactérias e fungos e protegem contra infecções vulvares e vaginais. Para Carolina, o hábito de remover os pelos está associado à cultura de que a vagina é suja. Pensamento errado.

Como evitar infecções vaginais?

Junto com o hábito de evitar a depilação íntima completa, usar o preservativo em todas as relações sexuais é uma das formas mais eficazes para evitar contaminações na vagina. Além disso, a ginecologista alerta que é importante evitar o uso de produtos que sejam cáusticos ou abrasivos, lubrificantes com corantes ou outros produtos químicos. “Não se aconselha lavar exaustivamente a cavidade vaginal pois esse mecanismo remove as defesas naturais da flora vaginal”, acrescenta Caroline.

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Higiene íntima e cautela

A especialista afirma que produtos indicados para a higiene íntima podem prejudicar a produção de lactobacilos, que são fundamentais para o equilíbrio da flora vaginal. Ela sugere que a higiene seja feita durante o banho, com água e produtos neutros. “A vagina deve ser tratada como um local do corpo que produz secreção e tem cheiro próprio, dobras e pregas, pelos e coloração variáveis e inúmeras terminações nervosas associadas à sexualidade e parto”, esclarece.

Qual a diferença entre secreção vaginal e corrimento?

A vagina, como qualquer outra cavidade, possui glândulas que produzem secreção que lubrifica e mantém a unidade. Dependendo do período hormonal, essa secreção pode mudar o aspecto e a quantidade, podendo se apresentar mais viscosa ou intensa. A coloração normal varia do muco transparente até levemente esbranquiçado. O corrimento vaginal que sinaliza doença se apresenta com coceira, coloração diferente, dor, sangramento e cheiro desagradável. “Neste caso é necessário avaliação de um ginecologista”, afirma Caroline.

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