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Jornal A Hora

Lajeado

Publicada em 14/11/2017

Legislativo recebe nova proposta

Construtora Lyall sugere obra em troca de terrenos públicos

Crédito: Divulgação Maquete da proposta da Construtora Lyall, cuja obra – por meio de permuta – custaria cerca de R$ 5,2 milhões
Maquete da proposta da Construtora Lyall, cuja obra – por meio de permuta – custaria cerca de R$ 5,2 milhões

O presidente da câmara de vereadores deve colocar hoje em votação o plano a ser seguido para consolidar a sede própria do Legislativo. Os parlamentares podem decidir pela construção de um prédio ou pela compra de edificações já erguidas, com destaque para os imóveis da antiga Acvat e a Galeria Alvorada Center. Hoje, antes da sessão, a Construtora Lyall apresenta proposta de permuta.

A reunião com representantes da empresa lajeadense ocorre a partir das 16h, no plenário da câmara, localizado no terceiro andar do Genes Work&Shop, na esquina da av. Benjamin Constant com a rua Santos Filho, no centro. Já a sessão plenária e a votação do plano e dos projetos de lei inicia às 17h.

Um dos diretores da empresa, Roberto Lucchese, apresentará a planta arquitetônica. Segundo ele, serão em torno de dois mil metros quadrados de construção, a um custo aproximado de R$ 5,2 milhões. São 21 gabinetes, salas de reuniões, estacionamento e um plenário com capacidade para cerca de 200 pessoas.

Diferente das outras propostas já apresentadas e avaliadas pelos vereadores, Lucchese sugere a permuta de terrenos de posse do governo municipal como forma de abater os custos do empreendimento. “Nossa intenção é permutar 100% da obra. Sem gasto líquido para a câmara de vereadores, que poderá usar esse recurso para construir creches, pagar cirurgias eletivas, entre outros.”

Conforme o empresário, a sede própria da câmara ocuparia o primeiro andar de um complexo comercial a ser construído na av. Piraí, esquina com a rua Coelho Neto, no bairro São Cristóvão. O prédio completo terámais de 15 mil metros quadrados de construção, estima Lucchese.

Sobre os terrenos a serem possivelmente permutados, o empresário diz que ainda é cedo para decidir. “Isso teríamos que debater com a administração municipal, também. A ideia é pedir algo que esteja obsoleto, sem previsão de investimentos por parte do poder público. Ou seja, que não esteja programado para ser utilizado em prol da comunidade.”

Comitê do Centro Histórico é contra

Em ofício encaminhado ao presidente do Legislativo, Waldir Blau (PMDB), o Comitê Gestor do Plano de Revitalização do Centro Histórico se posiciona contrário à proposta de levar a sede da câmara para bairros distantes da área central. O documento, assinado pelo presidente do grupo, José Carlos Bullé, sugere algumas possibilidades.

O grupo se posiciona, inicialmente, favorável à construção de um prédio no terreno da antiga Praça Mário Lampert, na rua Júlio May. Naquele local, a primeira planta previa uma obra de R$ 15 milhões, porém, novo plano baixou o custo para menos de R$ 5 milhões.

Caso não seja possível a construção, o grupo sugere, então, a compra do antigo prédio da Acvat, na esquina da Júlio May com a av. Benjamin Constant. Esse, orçado em pouco mais de R$ 6,5 milhões. A câmara também avalia a compra do Alvorada Center, por R$ 6,9 milhões, e do terceiro andar do Genes, por cerca de R$ 3,5 milhões.

Rodrigo Martini: [email protected]

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