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Jornal A Hora

Editorial

Publicada em 12/10/2017

Além do aceitável

A construção de uma sede própria para a Câmara de Vereadores de Lajeado, mais uma vez, ocupa rodas de discussão, divide opiniões e custa a sair do papel. Faz mais de 15 anos que o Legislativo estuda sair do aluguel e erguer um espaço próprio.

Na primeira entrevista, logo após ser eleito presidente da câmara para 2017, o vereador Waldir Blau colocou a construção da nova sede como projeto prioritário. Diante de tamanha enrolação e postergação histórica, está passada a hora de tirar o discurso do papel. Nesse sentido, Blau atua com acerto.

Já é quase unânime a incapacidade e insuficiência dos dois andares do Genes Shoping em continuar abrigando a casa legislativa. Além disso, o aluguel pago para funcionar no imóvel soma quase R$ 1 milhão a cada legislatura. Desde 2005, quando a ideia de adquirir ou construir um espaço próprio ganhou força, a cifra paga em aluguel passa de R$ 2 milhões.

O jornal, assim como se posicionou outrora, concorda com a decisão dos vereadores em buscar um espaço mais adequado para instalar a casa legislativa. Ainda assim, é preciso amadurecer mais e melhor o tamanho e quantidade do investimento.

Investir R$ 15 milhões para construir um prédio imponente de quatro andares parece demais diante das carências.”

A Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Vale do Alto do Taquari refez o projeto original, produzido em 2005. Dos R$ 4 milhões previstos para a obra na época, o recálculo eleva a projeção para R$ 15 milhões. A ideia é construir mais de 5 mil metros quadrados, espalhados em quatro andares, com 12 gabinetes, cerca de 50 vagas de estacionamento, salas de reunião e plenário com 288 cadeiras. É necessário tudo isso? Eis a discussão.

Lajeado tem mazelas eloquentes e que impactam na qualidade de vida do cidadão. Nos bairros, há problemas de atendimento nos postos de saúde. Faltam vagas nas escolas de Educação Infantil. As ruas carecem de pavimentação por todo lado. A insegurança avança a passos galopantes. A lista de prioridades da sociedade é grande e urgente. Investir R$ 15 milhões para construir um prédio imponente de quatro andares parece demais diante das carências.

Blau acerta em avançar a discussão e cobrar uma decisão sobre o assunto. Entretanto, é imperioso ter sensibilidade e analisar com mais parcimônia as opções mais baratas que se apresentam. Aplicar R$ 15 milhões de recursos públicos em uma sede nova contrasta, e muito, com as mazelas pontuais verificadas em Lajeado.

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