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Ideias

Publicada em 11/08/2017

“Aprendi a me expressar com a música”

Crédito: Cássia Colla de Paula 2017_08_11_Cássia Colla_Lajeado_Entre Aspas_Rangel Silva

Rangel Silva, 22, descobriu na música uma forma de romper a timidez e mostrar seus pontos de vista. Desde os 15 anos, compôs 52 canções. O morador do bairro Santo André é autodidata. Aprendeu sozinho a tocar quatro instrumentos, entre eles, violão, violino, cavaquinho e banjo e sonha em fazer sucesso tocando pagode.

• Como você começou a compor?

Aos 15 anos comecei. Estava no caminho da escola e surgiu uma ideia. Foi estranho, nunca tinha pensado em escrever histórias, muito menos compor músicas. Junto com a história, veio em mente uma melodia. Cheguei na escola e coloquei no papel minhas ideias. Depois, fiquei com medo de mostrar para as outras pessoas. Meus pais foram os primeiros a ver e são meus maiores apoiadores.

• Além de escrever, você toca algum instrumento?

Sim, desde os 12 anos toco cavaquinho. Depois aprendi violão, violino, banjo e instrumentos de percussão. Aprendi a tocar todos sozinho. Tenho um tio músico, então, cresci vendo ele tocar, mas tudo começou na observação. Quando ganhei meu cavaquinho, iniciei na tentativa e erro, fui dedilhando as cordas até encontrar o tom correto. Comprei revistas para aprender um pouco mais sobre as notas, técnicas e melodias. Aos 14, comecei com o violão. Com 18, e com ajuda da internet, comecei a tocar violino.

• Quando foi a primeira apresentação para um público maior de pessoas?

Tinha 17 anos. Fiz uma música e mostrei para um amigo e ele disse que eu deveria divulgar meu trabalho. Então publiquei no twitter. Logo depois, as pessoas começaram a me chamar. Elas diziam que se identificavam com a letra e comecei a tocar em bandas.

• Qual era o principal desafio em compor e tocar as suas músicas?

Eu sou uma pessoa muito fechada. Então escrever era uma forma de me expressar. O mais difícil era o medo de mostrar meus trabalhos para os outros. Temia o julgamento deles. A cidade não é muito adepta ao pagode, então, sempre tive receio. Foi preciso ter coragem. Mas isso ajudou a me socializar. Aos poucos, as pessoas conheceram minhas composições. Nas bandas que integrei, nunca fui para frente como vocalista. Mas as pessoas começaram a insistir para apresentar minhas músicas. Então neste ano criei uma banda e sou vocalista.

• É possível viver só da música?

Não dá pra viver apenas da música. Pensei em ir para o Rio de Janeiro para tentar mostrar meu trabalho lá. Para isso, preciso estar mais maduro. Hoje, a internet ajuda muito a divulgar as composições. Quem sabe, no futuro, é possível ir mais longe e viver apenas disso.

Cássia Colla de Paula: cassia@jornalahora.inf.br

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