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Jornal A Hora

Abre Aspas

Publicada em 13/09/2017

“Aprendi que o tempo é a gente que faz”

Crédito: Jary Azeredo/Divulgação 2017_08_21_Marieli Rosa_Abre aspas.jpg

Lisiane Borba da Silva, 37, é casada e mãe de Eduardo e Felipe. Em 2013, junto com outras mulheres, criou a Associação Pequenos Notáveis. O propósito é ajudar as famílias que têm pessoas com deficiência.

• Quando e como foi criada a associação?

A associação teve início com encontros de mães e profissionais da área da saúde e educação no dia 20 abril de 2013. Com o passar do tempo, o grupo teve necessidade de formalizar a associação, uma ONG para poder encaminhar projetos. Então, em agosto de 2014, foi aprovada em assembleia.

• Qual o objetivo?

São vários, mas o principal é ajudar as mães a estarem bem para atender os filhos e buscar mais oportunidades para eles. E as maneiras são levantando a autoestima, passando mais informações de direitos e estimulação.

• Quais as atividades desenvolvidas na instituição?

Além do grupo de mães que conversa todos os dias, temos algumas terapias como fonoaudiologia, hidroterapia, equoterapia, psicóloga, música e em breve teremos também um personal para exercícios físicos.

Além disso, fazemos palestras sobre deficiência em algumas empresas, escolas e eventos contando nossa vivência e levando assim um pouco mais de valor à vida. Acompanhamos também nas escolas e fazemos visitas para ajudar nas dificuldades de cada um.

• Como fazer para participar da associação?

Somos um grupo aberto para quem quiser participar independente da deficiência ou até mesmo sem deficiência, mas que tenha alguma dificuldade. Quem quiser participar é só se associar, hoje cobramos uma mensalidade de R$ 600 para despesas com materiais e terapeutas.

Todas as mães ajudam de alguma forma como, por exemplo, no brechó, venda de rifas, calendários, na limpeza e organização da sede e salas para terapias. Tornam-se sócias e voluntárias, pois assim cada uma fazendo um pouquinho dá para ajudar quem não tem condições.

• O que esse trabalho mudou na sua vida?

Hoje não tenho só dois filhos, virei mãe da associação porque me preocupo muito com todos que lá estão. Me tornei uma pessoa melhor, não reclamo mais de não ter tempo. Aprendi que o tempo é a gente que faz. Mas o que mais mudou em mim foi a felicidade ao ver a evolução deles. Também aprendi que não posso parar porque muitos dependem de mim para buscar ajuda.

Marieli Rosa: [email protected]

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