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Ideias

Publicada em 12/08/2017

“Entrei sem saber nada. Hoje monto o jornal”

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João da Rosa Rodrigues é o único funcionário do jornal O Taquaryense, o segundo mais antigo do RS. Foi fundado em 31 de julho de 1887 e continua sendo montado de forma manual, letra por letra.

• Quando e como surgiu a oportunidade de trabalhar no Taquaryense?

Eu trabalhava na casa da dona Flavia Saraiva, filha do Plinio Saraiva, cortando grama. Daí em 1990 me convidaram para trabalhar no jornal como aprendiz, e eu aceitei, depois disso virei funcionário. Eu comecei sem saber nada, estava estudando para técnico em Química. Nestes 27 anos, sai duas vezes para trabalhar em outras áreas, mas acabei voltando para o jornal e estou faz 17 anos.

• Como é a rotina de trabalho?

A minha semana começa na quinta-feira, quando desmancho o jornal da semana anterior, o que leva um dia inteiro. Na sexta-feira, eu faço as páginas 2 e 3, daí no sábado eu imprimo e distribuo as letras em cada lugar de novo. Na segunda e na terça, faço a capa e a página 4. Na quarta são corrigidos os erros e o jornal é impresso e distribuído.

• Dentro dessa atividade, houve episódios curiosos?

Tem muita gente que não entra aqui de noite com medo de fantasma, mas o prédio não é antigo, ele de é 1962. O jornal era duas casas antes. Esse prédio foi construído para o jornal e a máquina, a Marioni, veio em 1910. Foi comprada do Correio do Povo. Antigamente funcionava por querosene. Outra história foi quando uma repórter do Rio de Janeiro veio fez a reportagem e chamou a máquina de gerigonça, o seu Plínio ficou muito magoado com a jornalista.

• Como você se sente por trabalhar neste jornal?

Muito bem, gosto de trabalhar aqui, fico orgulhoso em fazer parte da história do único jornal artesanal. É o segundo mais antigo do RS e o décimo do país. O jornal tem que continuar assim, senão perde o valor histórico.

• Você é reconhecido na comunidade pelo seu trabalho?

Sim, tem mais gente que me conhece do que eu os conheço. Nós recebemos muitas visitas, de escolas, universidades e até de estrangeiros. As pessoas falam que é uma arte, sinto que admiram muito o nosso trabalho.

• Como o jornal se mantém? Quantas assinaturas?

Com as assinaturas, anúncios e investimento da diretora Flávia Saraiva Dias. O jornal é só feito para os assinantes, são 360, e algumas cortesias. A assinatura anual para Taquari é R$ 60 e para outros
municípios é R$ 100 devido à despesa do correio.

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