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Jornal A Hora

Abre Aspas

Publicada em 09/09/2017

“Estou sempre em atividade”

Crédito: Gesiele Lordes 2017_9_9_Gesiele Lordes_hugo_pg 2

Depois de se aposentar, Hugo Breyer, 80, passou a trabalhar com a criatividade. Trocou o ambiente de um banco por uma garagem, que se transformou na oficina onde conserta aparelhos musicais, vende LPs, guarda medalhas conquistadas no atletismo, faz quadros e confecciona itens de origens diversas. É também nesse espaço escondido da rua Carlos Fett Filho que ele aproveita o tempo ao lado dos netos e bisnetos.
• Dá pra ver que aqui tem bastante trabalho. Como é a sua rotina?

De manhã faço meu chimarrão, leio o jornal e faço as palavras cruzadas – é muito bom para refrescar a memória. E depois sempre tem alguma coisa para fazer: ou escrevo música, ou eu ensaio, cuido das minhas plantas. Quando, no rádio, toca uma música que eu gosto, gravo em fita cassete e depois escrevo as notas. Estou sempre em atividade. Isso aqui é uma segunda casa. Não consigo ficar em casa, do sofá para a cama.

• Chegou a integrar algum grupo musical?

Paralelamente ao meu emprego no banco, eu sempre toquei alguma coisa, desde os 8 anos. Aqui em Lajeado, eu toquei na Oclaje. A Oclaje se formou lá em Estrela, em 1986, e eu fui um dos fundadores; tocava clarinete. Mas como tinha mais músicos de Lajeado do que de Estrela, puxaram para cá. O principal grupo em que já toquei foi o Unisom. Dou aula de trombone e de saxofone, um dos meus filhos dá aula de bateria e outro é pianista. Ficar sem música é o mesmo que ficar sem pão. Se tu está na música, tu esquece o mundo. A mesma coisa acontece nas corridas.

• E como começou sua relação com a corrida?

Com a minha saúde, está tudo certo, a não ser o diabetes. O médico me recomendou a caminhada. Eu já praticava rústicas quando morava em Encantado, mas depois que vim para Lajeado fiquei 20 anos sem fazer exercícios físicos. E daí me deu tudo que é problema. Não podia nem correr para atravessar a rua que ficava exausto. E em quatro anos, fui emagrecendo e ganhando força. Participo de três a quatro rústicas por ano.

• O senhor também tem uma veia artística, não é?

Tudo que eu faço aqui é com material reciclável. Tenho mandalas, quadros, e fiz, há pouco, essa ampulheta; estou regulando para que a areia escorra exatamente em uma hora. Uma vez me deram três sacos de monóculos e eu aproveitei em um quadro das Olimpíadas. Faz um tempinho que não me dá mais inspiração, mas daí eu sempre faço outra coisa.

Gesiele Lordes: [email protected]

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