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Jornal A Hora

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Publicada em 13/05/2017

Expectativas de mãe

Chegando o Dia das Mães analisemos o quanto a maternidade tem sido um assunto bastante em foco, não é mesmo? São inúmeros os programas de TV, sites, blogs e marcas que consideram esse ciclo da vida um nicho de mercado um tanto quanto promissor.

De fato é, podemos dizer que a maternidade nunca foi tão discutida e desvendada como está sendo nos dias atuais. Porém, é necessário estarmos atentos às expectativas que estão sendo lançadas sobre a maternidade e sobre as mães.

Vende-se a roupa ideal para ser usada, a festa ideal para ser planejada, as brincadeiras que não podem faltar na infância, a maneira certa de se alimentar, entre outras tantas mil formas ideais de uma mãe se portar.

Todo cuidado é bem-vindo, toda ajuda e toda ideia, mas esse glamour cheio de comparações e essa ditadura sutil não enriquecem em nada, pelo contrário, só trazem expectativas frustradas e um desejo de impotência perturbador.

Como mães, precisamos estar atentas à pressão que o mundo externo lança, mas, principalmente, à cobrança que temos sobre nós mesmas. Me diz se isso nunca aconteceu? Olhar para outra mãe achando-a mais bela, ler uma revista ou assistir a um programa e analisarmos o nosso comportamento de uma maneira tão dura a ponto de nos desgastarmos de um sentimento tão intenso, que é a maternidade.

Como sociedade, ao invés de lançarmos expectativas sobre as mães, permitamos que elas criem as suas a respeito da maternidade a partir das belas, ou não tão belas, vivências.

E se vierem as frustrações? Como mãe, permita-se vivê-las! Elas nos fazem (re)pensar nosso comportamento e seguir adiante. Seja um piquenique frustrado, uns quilos a mais na balança ou até mesmo uma noite mal dormida, no fim, tudo vale a pena se é vivido com intensidade e amor.

Mães, tenham expectativas sobre a maternidade, sobre seus filhos e sobre o futuro. Permitam-se sonhar, realizar, criar, sofrer e viver. Feliz Dia das Mães! Cheio de expectativas, frustradas ou não, nascidas em momentos de afeto e ternura.

Ester Weissheimer Braun – 13Mãe e psicóloga

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