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Jornal A Hora

Abre Aspas

Publicada em 14/11/2017

“Música feita com amor, nem se fala. Você sente a conexão”

Crédito: Arquivo Pessoal 2017 11 14 DIVULGAÇÃO abre aspas Mauricio Gobbi

Maurício Gobbi, 28, é filho de Ricardo e Ilva. O músico tem como referência a irmã, morta em 2014, em um acidente de trânsito. Para ela, Maurício gravou um tributo que viralizou na net e pode ser assistido na página do Youtube, Arte e Vida por Aline Mariê Gobbi.

• Fale sobre sua relação com a música e a influência da Aline.

A minha relação com a música começou aos 18 anos, quando me encantei pela percussão, comprei um bongô e um pandeiro via internet, e na net mesmo fui aprendendo. Sempre escutei muita música. E a influência da Aline foi grande. Por meio dela, conheci os primeiros ídolos, e passei a criar um “gosto” musical. A Aline foi envolvida desde cedo, e foi muito incentivada em casa. Eu apenas admirava e tentava estar o mais perto possível. Sempre fui um grande admirador. Sempre foi a minha grande inspiração.

• Aline morreu em 2014. Como a música amenizou a perda?

A música, assim como o amor, transcende o mundo físico. Música feita com amor, nem se fala. Você sente a conexão. Eu me sinto muito próximo dela quando toco, quando escuto, quando deixo a música me levar. Eu não perdi a minha irmã. Ela está presente em mim, viva para mim. A falta física que às vezes incomoda a gente acaba se “acostumando”. Às vezes aperta, machuca. Mas então me lembro do que foi bom, da mensagem dela. E logo a dor ameniza.

• Fale sobre o vídeo em que vocês dois “tocam” juntos pela primeira vez?

Durante todo o período de produção (foram dez meses, entre a gravação da música e a produção do vídeo), eu estive conectado de forma mais intensa com a minha irmã. A minha casa é forrada de suas obras, e não há um dia sequer que eu não me lembre dela. A produção se deu de forma muito prazerosa e intensa. Eu queria ter lançado no dia 3/3/2017. Data em que se completara três anos do desencarne da Aline. Porém não conseguia encontrar a pessoa que captasse o projeto, até que eu conheci a Bel Zan, que dedicou paciência e amor. E o sentimento diante da grande repercussão é lindo. Se dá em consequência de todo amor que está implícito no projeto, na mensagem, na vida e na obra da minha irmã.

• O que mais lhe dá saudades?

Tenho muitas saudades dos nossos momentos, que infelizmente foram poucos, ou nem tanto quanto eu gostaria. De trocar ideias, fazer um som ou simplesmente estar juntos, se curtindo. Tenho muita saudades das risadas, do senso de humor, das brincadeiras com os cachorros, das idas até a praia. O que traz mais esperanças é a certeza de que ela está bem, de que ela encontrou o sossego que aqui não há.

Rodrigo Martini: [email protected]

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