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Jornal A Hora

Opinião

Raquel Winter Raquel Winter

Crônicas do Cotidiano

Publicada em 13/11/2017

O sol após a queda d´água

Eu e minha família viajamos e visitamos as Cataratas do Iguaçu. Eu não conhecia e fiquei mesmo impressionada com a beleza, mas especialmente com a força das quedas. Parada, imóvel e observando aquele espetáculo da natureza, me senti frágil, pequena, sem defesas. Me aterrorizei diante da coragem daquelas pessoas a bordo de botes infláveis aproximando-se da “garganta do diabo”. Medo. Senti medo daquela força toda.

Em meio às quedas, avistamos um arco-íris. Como pode um arco-íris vencer o medo e ficar lá, daquele jeito exibido, colorido e, ainda por cima, querendo roubar a cena? Segundo o que entendi, um  arco-íris surge quando o sol ilumina a umidade suspensa no ar, atingindo a borda de uma gotinha de água ou de vapor. A luz branca do sol é desviada, decompondo-se nas sete cores que compõem seu espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

Bem, eram as próprias quedas d´água que com seu forte impacto davam origem à névoa de água que nos molhavam, mas que também, com os raios de sol, traziam o arco-íris para o espetáculo.

Fiquei pensando em quem e nos fatos que fazem o papel do sol na minha vida. Quem ou o que, após as minhas quedas, buscam trazer luz às gotas de água que por vezes são transformadas em lágrimas. Lembrei-me de muitas pessoas e então me dei conta que tenho muitos sóis ao meu redor.

Para cada intensidade de queda, um sol diferente. Sou mesmo uma sortuda, um ser que dispõe de muita luz e talvez por isso procedem de minhas quedas (que também não são poucas), atrevidos arco-íris que acabam me auxiliando a superar, me distraindo do medo, desviando minha atenção antes voltada para a força da queda.

Voltando para casa, segui apreciando a paisagem. Desta vez, a água caía do céu. Com a cabeça escorada no vidro da janela do carro, observei as gotinhas de água que deslizavam tão suaves…e me dei conta que essas eram solitárias, não tinham nenhuma luz, nenhum sol. Deslizavam até acabar. Despercebidas, anônimas sem dar espetáculo.

Daí pensei se alguma daquelas gotinhas já teria sido parte daquelas quedas? Vai saber, né? O que concluí foi que, mais do que a força das quedas, o que determina o que acontecerá conosco depois é se teremos algum sol ou não por perto para conceder-nos um pouco de luz.

Ótimo passeio em família. Lindo espetáculo da natureza. Valiosa reflexão.

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