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Jornal A Hora

Ideias

Publicada em 16/03/2017

Os quatro acordos para uma vida plena

Reflexões a partir da palestra do médium Raul Teixeira, Os quatro acordos, baseada no livro de Don Miguel Ruiz, Os quatro compromissos: o livro da filosofia Tolteca. Sintetizemos, pois, o conteúdo, para o breve espaço deste artigo e para verificarmos se nós vivemos de “acordo” com os antigos toltecas e se estamos mais civilizados.

1º acordo: Falar de forma impecável.

Não significa fazer uso do purismo linguístico, mas falar com força e poder, compreendendo que a energia que reveste a palavra, e que dela se desprende, é criadora positiva ou negativa, segundo a consciência e a emoção com que foram proferidas.

Lembremos Jesus: seja o vosso falar sim, sim… não, não.

As palavras podem ser diferentes em várias línguas, mas a emoção, e a consequente energia que carregam, vibram conforme a força mental de quem as emite.

2º acordo: Não levar nada para o lado pessoal.

Não aceitemos tudo como se fosse para nós. A alma alheia pode estar cheia de lixo e podemos recolhê-lo ou recusá-lo. Quando nos fazem ou nos dizem algo, a responsabilidade é de quem fez ou emitiu. Mas, se aceitarmos ou reagirmos, a responsabilidade passa a ser nossa.

Libertar-se das críticas, e até dos elogios, leva à paz interior.

3º acordo: Não fazer suposições.

Ver como quem fotografa, não como quem analisa, julgando ou emitindo sentenças. Quando fazemos suposições é como se partíssemos da presunção de que nosso juízo de valor esteja correto e seja superior.

A suposição cria falsas expectativas que geram quase sempre decepções, mágoas, ofensas, ódios. Ninguém tem culpa de ser o que é, isso é evolução. Nossas idealizações nos levam a grandes equívocos.

4º acordo: Fazer sempre o seu melhor.

Precisamos ter consciência de nossos limites. Se nos oferecemos para fazer algo além de nossas forças, sentiremos cansaço e frustração e, provavelmente, faremos coisas mal- feitas. Sob qualquer circunstância, sempre façamos o melhor possível, nem mais nem menos.

Fazer o melhor ao máximo não é fazer com intensidade ou extensão, mas com qualidade consciente.

Resumindo:

Sigamos o 1º acordo: Falar de forma inatacável para não nos comprometermos com a mentira ou com a agressividade, mas com a emoção sadia e com a verdade crística; Sigamos o 2º acordo: Não levar nada para o lado pessoal, a fim de não nos ferirmos nem assimilarmos a infelicidade alheia; Sigamos o 3º acordo: Não fazer suposições, pois esta atitude nos livra de ideias falsas, criadas contra nós ou contra o nosso próximo. Na dúvida, perguntemos; e, sigamos o 4º acordo: Fazer sempre o seu melhor nem mais, nem menos, no limite de nossa força e de nossa consciência.

Assim como se erra por pensamentos, palavras e obras, também se acerta com essas mesmas ações.

Walmor Santos
Escritor
wseditor@wseditor.com.br

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