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Jornal A Hora

Editorial

Publicada em 19/04/2017

Pensar a saúde pública

A sustentabilidade do SUS e o futuro do atendimento público em saúde pública entram na lista de temas abordados pelo Pensar o Vale. Iniciativa criada pelo A Hora com o propósito de trazer luz sobre assuntos relevantes à sociedade e assim ajudar na construção de uma consciência coletiva, terá na edição de hoje a participação de especialistas da área e agentes públicos.

Os convidados Luiz Fernando Kehl (coordenador do curso de Medicina da Univates), Cristiano Dickel (diretor-executivo do HBB), Ramon Zucchetti (diretor da Coordenaria Regional de Saúde) além de um representante da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), vão traçar os desafios para manter o serviço em meio à crise institucional no estado e no país.

A instabilidade econômica e também política interfere nos serviços públicos e exige adequações. A escassez de recursos federais e estaduais traz uma nova realidade aos SUS. A partir disso, abrem-se temáticas sobre o custeio do atendimento; as finanças dos hospitais filantrópicos; e as responsabilidades deixadas de lado pelos maiores entes públicos, sobrecarregando o caixa dos municípios.

O contexto nacional, de restrição dos serviços, cortes em áreas básicas e reformas, significa uma possível interferência no SUS. Os baques sucessivos fragilizam ainda mais o sistema e os problemas de custeio do programa impactam nos serviços nas casas de saúde.

A condição dos hospitais filantrópicos inspira preocupação. As casas de saúde não conseguem pagar as contas. A situação foi amenizada com o programa de empréstimos acertados entre instituições, Banrisul e governo do Estado. Ainda assim, a condição inspira cuidados urgentes.

O cálculo para manter o atendimento público estipula participação das três esferas (União, estados e municípios). Regra instituída em 1990 com a criação do SUS. Sistema falho, mas ainda a única opção para a maioria dos brasileiros.

Como já dito neste espaço, o SUS é uma das vitórias da sociedade. Garante um atendimento possível a milhares de famílias. Só para se ter uma ideia, 80% dos serviços nos hospitais filantrópicos são de pacientes do sistema. Em um país carente, reduzir o serviço para a população é inaceitável. Terminar com o SUS é voltar ao passado. O aceitável é torná-lo mais eficiente, transparente e sustentável.

Em suma, a situação dos serviços públicos só chegou neste patamar devido a uma máxima conhecida por toda a população: a incapacidade do poder público e estadual de administrar o montante dos impostos e revertê-los em serviços à sociedade.

Os governos federal e estadual, para onde vai maior fatia da arrecadação, se omitem das responsabilidades e transferem para o colo dos municípios e das próprias casas de saúde compromissos que lhes cabem.

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