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Jornal A Hora

Editorial

Publicada em 13/09/2017

Por um trânsito mais humano

O comportamento dos motoristas ilustra alguns problemas da sociedade. O individualismo, o desrespeito ao outro e também às regras trazem como resultado números alarmantes.

A mortalidade nas rodovias e ruas equivale a uma guerra civil. O Brasil está entre os mais violentos do mundo. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes matam quase 50 mil pessoas por ano. Uma média de 23,4 pessoas para cada cem mil habitantes. O país está entre os cinco da América com maior número de vítimas. Os acidentes fatais representam 130 mortes por dia.

Pela análise da OMS, a insegurança no trânsito tem relação com os índices de desenvolvimento humano e educação. A partir da pesquisa do órgão, países emergentes representam 54% da frota mundial e quase 90% dos acidentes com morte são nesses territórios.

Para comprovar, basta ver a rotina nas ruas. Os exemplos aparecem todos os dias. A pressa virou justificativa para o desrespeito. O pedestre atravessa fora da faixa, não usa a passarela, se arrisca em meio aos carros, enquanto o motorista excede a velocidade, faz a conversão sem ligar o pisca e conduz sob efeito de álcool.

A educação no trânsito é um exercício de cidadania. Indiferente se para condutor,  ciclista ou pedestre. Todos são responsáveis.”

Como forma de conscientizar a população, municípios elaboram ações para a Semana do Trânsito, que começa em Lajeado na próxima segunda. O município teve episódios traumáticos neste ano. Ao todo, foram 11 vítimas em 2017. A mais recente foi o atropelamento do estudante Vinícius Abella.

A educação no trânsito é um exercício de cidadania. Indiferente se para condutor, ciclista ou pedestre. Todos são responsáveis. Todos precisam ser mais respeitosos e propagar a gentileza.

Caso contrário, as ações serão cada vez mais punitivas. Nas últimas décadas, medidas importantes foram colocadas em prática. A Lei Seca, a obrigatoriedade de airbag frontal nos veículos novos e o incremento da fiscalização.

No primeiro ano de implantação, em 2008, o número de acidentes com morte diminuiu em 7,4%. Em 2012 e 2013, a Lei Seca tornou-se ainda mais rigorosa, permitindo o uso de outros meios para comprovar o estado de embriaguez ao volante. Também foi estabelecido novo padrão para multas por ultrapassagem em local proibido, infração responsável por 44% das mortes nas estradas do país. Ainda assim, o Brasil está longe da meta para reduzir os acidentes letais.

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