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Jornal A Hora

Opinião

Adair Weiss Adair WeissDiretor geral do A Hora

Coluna com visão empreendedora, de posicionamento e questionadora sobre as esferas públicas e privadas.

Coluna publicada aos sábados
Publicada em 15/07/2017

Rotativo e os “freteiros”. Gostei!

A coluna do colega Rodrigo Martini, na edição de quinta-feira, não podia espelhar melhor a verdade em relação ao polêmico estacionamento rotativo de Lajeado. Poucas vezes alguém foi tão cirúrgico ao descrever o interesse pessoal de uma minoria que não quer pagar. O próprio umbigo é algo realmente danoso para equacionar interesses coletivos.

Como bem pesquisou o jornalista, há mais de 25 anos, um freteiro lajeadense sentiu-se no direito de ter privilégios, e assim a novela continua. Uma minoria faz de tudo para se opor ao estacionamento rotativo, ignorando sua importância em uma cidade onde o carro trafega em demasia.

Hoje, em Lajeado, existem parquímetros, cobradores e a possibilidade da compra de créditos em pontos estratégicos. Mas ainda tem gente insatisfeita.

Uma minoria faz de tudo para se opor ao estacionamento rotativo.”

A retirada do Aviso de Irregularidade é um tiro no pé. Na minha opinião, a AI era um mecanismo excelente, pois evitava pagar multa de trânsito de R$ 195. A chance de transformar a advertência em créditos era uma questão de bom senso, e criava a cultura da compra de créditos antecipados, na minha opinião.

Apenas espero que esse assunto não debande para a politicagem barata, tantas vezes predominante em nossa Lajeado.

Qualquer cidadão consciente sabe que o estacionamento rotativo é uma necessidade em Lajeado.Com ou sem AI, o pagamento precisa ser feito. Não é justo alguns pagarem e outros não.

A lei deve valer para todos. Preparem os fiscais e comecem a multar. A câmara de vereadores assim decidiu e, cabe agora, ao Executivo, cumprir a lei.

Tramita projeto do Executivo na câmara para dar regulamentação legal ao sistema de advertência. Enquanto isso, os motoristas devem ficar atentos ao pagamento, ou se preparar para buscar o carro no guincho, engordar o caixa do tesouro estadual e receber pontuação na CNH.


05_AHORA

Debate ecoa no Estado

A vinda de um secretário estadual a um debate delicado como foi o do leite, nesta semana, no Tecnovates, confirma a importância da articulação regional e dos setores produtivos.

No dia seguinte ao debate, o secretário Ernani Polo sentava à mesa com o IGL para definir estratégias e ações afins. Na Assembleia Legislativa, deputados e assessores liam o jornal A Hora que abordava o assunto nas principais páginas. A repercussão foi significativa.

“Isso mostra que é possível. Temos de nos manter mobilizados”, escreveu Cintia Agostini, nessa sexta-feira, pelo Whatsapp, após informada dos desdobramentos.

Uma região unida e com seus arranjos produtivos organizados impõe credibilidade. A força demonstrada pelos líderes do setor durante o debate foi vital para a movimentação do Estado.
Se ainda não temos garantia de solução, ao menos recolocamos o tema entre as prioridades do governo. Já é um começo.


Solução caseira

O governo de Teutônia anuncia economia de R$ 500 mil por ano com uma solução caseira para o destino do lixo. Denominada de verticalização do depósito, evita enviar o resíduo a Minas do Leão, cujo transporte é superior à cifra acima descrita. Ainda precisa ser aprovada pela Fepam, mas os técnicos acreditam no sucesso da medida que aumenta em um ano a vida útil do aterro.

O órgão estadual recomenda a compactação e cobertura diária dos resíduos depositados na vala ao final de cada operação, com terra vermelha, advinda de uma parceria com a Calçados Beira Rio.

Paralelo a isso, um trabalho minucioso da triagem pela cooperativa tende a reduzir o montante ao aterro e aumentar a logística reversa dos resíduos recicláveis.

Uma terceira vala começa a ser construída para o próximo ano.

Soluções simples, mas com impacto considerado no caixa do ente público.


Pela primeira vez

Os bastidores da política gaúcha indicam que há um forte movimento para a reeleição do atual governador, José Ivo Sartori. O PMDB se atreve em dizer que o caxiense será o primeiro governador reeleito, com amplo apoio do PP, PSDB e demais aliados.

O argumento desse fenômeno seria a descrença dos gaúchos na alternância sistemática de quatro em quatro anos.

Sartori paga o preço das reformas, mas tem razoável reconhecimento dos partidos aliados, os quais não enxergam alternativa mais viável.

Enquanto setores do PSDB falam no jovem ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite, outros o consideram prematuro. No máximo para concorrer a vice-governador.

O PDT se organiza na oposição com Jairo Jorge. O PT e aliados aguardam o tabuleiro de olho nos desdobramentos nacionais.

Aguardemos.


Voto distritão

Fala-se em voto distritão, no bastidores políticos de Brasília. Um bicho de “sete cabeças”, diferente do voto distrital. Distritão seria uma manobra para eleger os mais votados, indiferente do coeficiente de legenda. Um impacto tremendo aos novos candidatos e, principalmente, aos oriundos de pequenas regiões, como do Vale do Taquari, onde há baixa densidade eleitoral.

Nesse modelo, as grandes capitais elegerão a maioria dos deputados. Essa pode ser a última cartada dos coronéis da política para se salvar em mais um mandato. Com dinheiro, base eleitoral e estrutura enraizados, eles levam vantagem sobre os novos candidatos.

Brasília e suas manobras!

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