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Jornal A Hora

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Publicada em 18/05/2017

Sinceridade

Desde o início de nossa educação no seio familiar, aprendemos entre vários princípios que devemos ser sinceros com as pessoas acima de tudo, pois a sinceridade é um dos mais nobres valores humanos.

Mas com o amadurecimento percebemos que nem sempre estamos preparados para ouvir algo sincero. Infelizmente nós humanos gostamos de ouvir só elogios ou algo que soe como música para nossos ouvidos e, quando nos deparamos com crítica e com a verdade nua e crua, ficamos chateados e aborrecidos.

A sinceridade por vezes dói para quem precisa aprender algo sobre a verdade, entretanto, esses momentos devem ser entendidos como um fator de crescimento pessoal, afinal, relacionamentos amorosos, amizades ou qualquer outro tipo de relação são uma troca de fatores agradáveis ou não, podemos transformá-los em ensinamento para nossa vida, afinal, existimos para evoluir.

O importante é encontrar uma forma mais suave de ser sincera sem magoar ou ofender as pessoas, uma tarefa um tanto difícil, porém, devemos buscar o meio- termo, para não nos tornarmos uma pessoa inconveniente, pois se a sinceridade não for temperada com moderação poderá conduzir infalivelmente à inconveniência e antipatia.

Neste momento, podemos lembrar a frase de Oscar Wilde, escritor e poeta britânico que disse: “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, muita sinceridade é absolutamente fatal”.

Sabrina Borges Portela
Bióloga e professora
[email protected]

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