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Jornal A Hora

Ideias

Publicada em 10/08/2017

“Sou observador do meu cotidiano”

Crédito: Arquivo Pessoal 2017_8_10_Arquivo pessoal_joão manuel moraes_roca sales_001

Integrante da Academia Literária do Vale do Taquari (Alivat), João Manoel Moraes, 63, de Roca Sales, é um escritor autodidata. No mês passado, assumiu a cadeira 30 que tem como patrono Gino Ferri. Além da paixão por escrever, o servidor público aposentado também é gastrônomo. Nessa área fez inúmeros cursos.  

• Como surgiu o gosto por escrever?

Nasci direcionado para o gosto da leitura. Eu era uma criança de 12 anos que havia lido tudo o que a biblioteca do colégio oferecia: os grandes romances do cristianismo, José de Alencar, Machado de Assis, os livros infanto-juvenis, Francisco Marins e Júlio Verne. Penso que veio daí o meu gosto por escrever.

• Com que idade começou a escrever? Quantos livros, artigos… já publicou?

Comecei a escrever tinha aproximadamente 25 anos. Num primeiro momento escrevi poesia, logo percebi que não era poeta ou a poesia não me pertencia. Com o surgimento de periódicos na minha cidade fui convidado a escrever e me tornei um cronista interiorano. Escrevo para jornais semanários ou quinzenários perto de 30 anos. Tenho quatro livros publicados, sendo dois de gastronomia e dois de crônicas. Quanto às crônicas, devo ter perto de 500, mas hoje tenho incontáveis tópicos que são minicrônicas, feitas com observações do dia a dia e das minhas leituras.

• O que é o melhor de ser escritor?

A sensibilidade. Sou observador do meu cotidiano e como escrevo crônica de memória presto atenção no passado.

• Que tipo de gênero textual mais gosta de escrever? O que lhe inspira? Quais são os momentos, horários, em que escreve?

Os gêneros que me inspiram são: romance, conto, crônica e poesia. A hora de eu escrever é compromisso de trabalho. Eu estabeleço meus objetivos, exemplo disso é ter um livro pronto, mais um trabalho sobre as ruas da minha cidade que não sei se serão publicados. Não tenho horário para escrever, mas a preferência de estar só.

• Qual foi o sentimento ao receber a notícia que ocuparia uma cadeira na Alivat?

O sentimento de ser acadêmico é gratificante, não deixando de ser uma surpresa, principalmente para um autodidata. Afinal, fui um evadido da sala de aula aos 13 anos, tendo adquirido a formação do Ensino Médio aos 40.

Gisele Feraboli: gisele@jornalahora.inf.br

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