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Jornal A Hora

Estrela

Publicada em 13/08/2019

Vereadores cobram investigação sobre uso de diárias

Dois parlamentares da base consideraram graves as suspeitas em torno do secretário da Fazenda e pediram apuração do governo

Crédito: MATHEUS CHAPARINI Suposto uso irregular de diárias repercutiu na sessão de ontem
Suposto uso irregular de diárias repercutiu na sessão de ontem

Repercutem no Legislativo municipal as suspeitas sobre mau uso de diárias por parte do secretário municipal da Fazenda, Henrique Lagemann. Na sessão de ontem, dois parlamentares da base do governo se manifestaram a respeito do caso.

Darlã Belini (PSB) defendeu importância do direito de defesa, mas cobrou a investigação das suspeitas.

“É uma questão grave que precisa ser apurada. Se for constatada a irregularidade, tem que haver a devida punição. Temos que tomar as providências para evitar que novos casos assim aconteçam”, afirmou.

João Braun (PP) também abordou o episódio em sua fala. “É uma denúncia importante e espero que a gente consiga investigar a fundo para saber as circunstancias exatas em que isso aconteceu.”

Fell levou caso ao Ministério Público

O caso foi citado pela primeira vez na sessão do dia 5 de agosto pelo vereador de oposição Norberto Fell (PPS). Ontem, ele fez uma apresentação no telão da câmara com os fatos dispostos em ordem cronológica

“Não cogito uma CPI, porque acredito ainda nas autoridades que irão analisar o caso e acredito que o prefeito tomará uma medida dura para dar uma resposta à comunidade”, afirmou. O vereador encaminhou as informações sobre o caso ao Ministério Público.

Vereadores derrubaram veto

O projeto aprovado pela câmara que obriga o governo a divulgar a lista de medicamentos disponíveis e indisponíveis na Farmácia Central recebeu veto parcial do Executivo. O artigo 3, que define um prazo de 90 dias, foi vetado pelo prefeito Rafael Mallmann.

Os vereadores votaram e rejeitaram o veto. Agora, o projeto volta ao Executivo, que tem até 48 horas após o recebimento para promulgar a lei. Caso não o faça, o texto volta para a câmara, onde o presidente da casa pode fazer a promulgação.

“O município propõe retirar o artigo 3, mas não retira o 4, que diz que a lei entra em vigor imediatamente”, argumenta a vereadora Débora Martins, autora da proposta.

 

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br

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