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Jornal A Hora

Vale do Taquari

Publicada em 15/08/2019

3ª Teutofrangofest consolida produção avícola da região

Evento inicia amanhã e traduz em festa o potencial econômico da avicultura no Vale do Taquari. Mais de três mil pessoas são esperadas

Crédito: divulgação languiru Genaro Riva sucede os pais na propriedade com capacidade para 100 mil frangos, na Linha Frank
Genaro Riva sucede os pais na propriedade com capacidade para 100 mil frangos, na Linha Frank

O avicultor Adelar Riva trabalha no setor avícola desde 1978. Neste período viu a produção evoluir em tecnologia, se automatizar e ganhar produtividade.

“Para limpar o aviário depois que sai o lote, hoje uma pessoa consegue fazer sozinha o trabalho que antes precisava de cinco. O que acontece é que nós investimos muito em automação”, afirma.

Ele produz em Teutônia e Westfália. A capacidade da produção é de 100 mil aves. Um novo aviário, que deve ficar pronto em dois meses, vai elevar este número para 140 mil.

Hoje, quem cuida da produção de aves é o filho Genaro, de 29 anos, que aprendeu as tarefas no convívio com a família na propriedade.

“Uma vez que você começa desde pequeno a ajudar os pais no campo, você acaba criando um vínculo e já trabalha com a ideia de sucedê-los. Não só como um trabalho, mas dar continuidade a uma história”, diz Genaro.

Reconhecimento do potencial

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Com o objetivo de consolidar a cadeia avícola do Vale, foi criada a Teutofrangofest. A terceira edição do evento inicia amanhã e vai até domingo, 18. A programação reúne gastronomia especializada e atrações artísticas.

Para Dirceu Bayer, presidente da cooperativa Languiru e um dos idealizadores da Teutofrangofest, o evento é o reconhecimento do potencial da avicultura da região.

“Esta atividade gera muitas riquezas, impostos e valor adicionado para os municípios. A região precisava ter algum evento que fosse mostrar este potencial para o estado”.

De acordo com Bayer, somente o frigorífico da cooperativa gera cerca de mil empregos diretos. Há ainda 350 famílias ligadas à Languiru que dependem desta atividade. A estimativa é de que o evento reúna três mil pessoas em três dias de atividades.
28% da produção estadual

A região representa 28% da produção avícola do Rio Grande do Sul, de acordo com o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat). Três anos atrás, o Vale detinha 25% da avicultura do RS. A presidente do Conselho, Cíntia Agostini, destaca que se trata de uma cadeia significativa tanto para abastecer o mercado externo quanto para a exportação.

“Em percentuais é a cadeia mais representativa da região. Não só da perspectiva do produtor, mas também na quantidade de indústrias e no volume produzido. É a principal em número de itens derivados que exportamos.”

Teutônia investe nos produtores

Em Teutônia, a atividade cresce e já disputa espaço com a suinocultura. O avanço tecnológico da produção traz maior produtividade e reduz a demanda de mão de obra. O fenômeno representa uma preocupação do ponto de vista social, mas traz maior eficiência.

Outro efeito da modernização é a mudança no perfil dos avicultores. O secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Mugge, destaca o ingresso de jovens no setor.

“O profissional que atua hoje na produção de frango tem que ter conhecimento técnico e de gestão. É uma cadeia que já excluiu muita gente, mas está estabelecida”.

Para Mugge, a construção de um aviário é um dos investimentos que traz maior retorno ao município. Este ano, o governo aportou quase R$ 60 mil em quatro propriedades. O município investe R$ 16 por metro quadrado construído. O secretário estima que o investimento retorne em impostos em cerca de dois anos e meio.

Estrela: 40 milhões de aves por ano

De acordo com o secretário de Agricultura de Estrela, a produção avícola representa 40% da arrecadação do setor primário no município. A produção cresce voltada principalmente à exportação. São frangos menores, com 28 dias e peso entre 1,2 kg e 1,5 kg.

O município tem cerca de oito aviários em construção no momento com capacidade de mais de 50 mil frangos cada. A produção cresce voltada principalmente ao mercado externo.

“Exportamos muito para a China e também Europa e países Árabes. O mundo inteiro está precisando de alimentos e nossa avicultura está na crista da onda dos padrões internacionais”, afirma. De acordo com Braun, Estrela produz cerca de 40 milhões de aves por ano.

 

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br

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