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Jornal A Hora

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26/12/2017

Projeto do A Hora destina R$150 mil para 10 entidades

Faixa expressa a dimensão da solidariedade do Assinante Solidário

No dia Internacional dos Direitos Humanos, o jornal A Hora promoveu evento que consolida o projeto Assinante Solidário. Lançado em 2016, a primeira etapa do programa repassou R$ 150 mil para dez entidades do Vale que atendem crianças e adolescentes.

A solenidade de integração e da entrega simbólica do cheque ocorreu em evento nesse domingo, no Parque dos Dick. Apresentações artísticas e culturais organizadas pelas enetidades beneficiadas marcaram a tarde solidária.

Para o diretor-geral do A Hora, Adair Weiss, o repasse do dinheiro materializa o compromisso do jornal com a responsabilidade e o desenvolvimento social. “Uma empresa que se diz comprometida com a região tem o dever de traduzir esse propósito em ações concretas. É isso que fizemos hoje.”

Integrantes da Apae de Lajeado apresentaram mensagens após o desfile de moda inclusiva. Cada Apae recebeu R$ 9 mil do projeto

Integrantes da Apae de Lajeado apresentaram mensagens após o desfile de moda inclusiva. Cada Apae recebeu R$ 9 mil do projeto

Weiss também lembra da importância da iniciativa privada em liderar projetos que contemplem a cidadania. “O país vive em profunda crise de indentidade, com descrédito e falta de esperança. Recai sobre cada um de nós fazer sua parte para termos uma sociedade mais evoluída.”

O projeto Assinante Solidário continua em 2018. O foco da próxima etapa será a educação, a partir da criação do Programa de Ensino e Educação, o PENSE. A iniciativa deverá abranger cerca de cinco mil professores e em torno de 50 mil alunos.

A proposta, segundo Weiss, é estabelecer uma rede regional de apoio, valorização e incentivo aos docentes, incluindo na coordenação instituições de ensino superior, estaduais e secretarias municipais de Educação. “A evolução contínua de toda sociedade passa pelas mãos dos mestres”, sustenta.

Projeto de música desenvolvido pela Slan abriu o Show Solidário. Crianças apresentaram a música “É Preciso Saber Viver”

Projeto de música desenvolvido pela Slan abriu o Show Solidário. Crianças apresentaram a música “É Preciso Saber Viver”

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, reconhece a relevância do Assinante Solidário, desenvolvido em parceria com as dez entidades e os clubes de serviço. “A gente se emociona e, como poder público, se sente na obrigação de cada vez mais estar participando. Essas entidades acabam assumindo um papel que, na origem, seria do poder público”.

O presidente do Comitê Solidário, Gilberto Soares, analisa como “extremamente positivos” os resultados já alcançados pelo envolvimento das entidades. Além disso, observa o avanço do A Hora em relação à responsabilidade social, uma vez que a empresa cumpriu com o compromisso assumido no lançamento do projeto. “Foi um desafio.”

O foco na área da educação, como está previsto para 2018, segundo ele, é uma forma de ir além de apenas prestar serviço informativo. “O jornal faz algumas coisas além da notícia, e uma delas é essa ferramenta de cidadania. O investimento em educação é fundamental para mudar o país.”

Palhaço Barbicha interagiu com as crianças. Ao lado do Maestro Rabujo, tocou sucessos infantis

Palhaço Barbicha interagiu com as crianças. Ao lado do Maestro Rabujo, tocou sucessos infantis

Cultura e integração

Foram cerca de cinco horas de atividades, incluindo shows e apresentações culturais das entidades. O marco da tarde foi uma faixa de 50 metros de tecido, preenchida com palavras e frases de solidariedade. Ao fim do evento, ela foi levada até a avenida principal do parque. Ontem, ficou exposta durante todo o dia na calçada da quadra onde está o A Hora.

Para Arno Kremer, a atração foi um passeio em família. Ele, a mulher Maribel e as filhas Morgana, Melissa e Milena prestigiaram a apresentação do filho Renan. O garoto subiu ao palco para representar a Associação de Menores de Arroio do Meio. Kremer também é envolvido com música. “Eu canto e incentivo ele.”

A Apae de Bom Retiro do Sul levou uma caravana de 25 pessoas. Segundo a diretora, Aline Machado, o valor recebido, de R$ 9 mil, será empregado em uma oficina de dança – no pagamento de um profissional da área, figurinos, equipamentos e materiais de cenário.

A entidade completou 40 anos em junho e atende cerca de cem usuários, todos residentes da cidade. De acordo com Aline, cerca de 80 usuários participarão da oficina de dança.

Como benefícios da atividade, ela cita o desenvolvimento da motricidade e da coordenação, e a integração. Além disso, destaca a possibilidade de a turma percorrer diferentes lugares em apresentações. “A música para eles é tudo. Eles se libertam com a música.”

No fim da tarde, o público levou a faixa até a rua Santos Filho. Um drone filmou o ato

No fim da tarde, o público levou a faixa até a rua Santos Filho. Um drone filmou o ato

Divulgação para a comunidade

Para o presidente da Fundação para Reabilitação de Deformidades Crânio-Faciais (FundeF), Alan Viegas, um projeto como o Assinante Solidário também é uma oportunidade para que a entidade se apresente. “A gente está muito habituado a fazer o nosso trabalho do dia a dia, mas acabamos divulgando pouco em nossa comunidade.”

Apae de Cruzeiro do Sul apresentou a música “Aleluia”. Entidade atende 28 pessoas de 13 a 58 anos

Apae de Cruzeiro do Sul apresentou a música “Aleluia”. Entidade atende 28 pessoas de 13 a 58 anos

Referência para cerca de 400 municípios gaúchos nas áreas de deficiências auditivas e de fissuras labiopalatais, a FundeF recebe R$ 28 mil, que serão investidos em duas novas ações: a terapia em grupo e a formação de grupos interdisciplinares.

Nascida faz pouco mais de cinco anos, a Apae de Cruzeiro do Sul celebra a possibilidade de implantar o serviço de hidroginástica. Com o recurso do projeto Assinante Solidário, cerca de 20 pessoas com deficiências poderão ter esse recurso inserido no tratamento.

Segundo o presidente Alberi Veiga da Silva, apesar de jovem, a entidade já tem algumas conquistas, graças ao envolvimento comunitário. Há quatro anos, por exemplo, oferece equoterapia. “Faltava a hidroginástica, e com esse dinheiro, vamos conseguir.”

A Apae oferece atendimentos clínicos e de convivência a 28 usuários, entre 13 e 58 anos.

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Gesiele Lordes: [email protected]