Versão Impressa

Jornal A Hora

Ambiente

Publicada em 09/12/2015

Tecnologia gera eficiência no tratamento

Em reunião hoje à noite, empresa apresenta equipamentos para produtores de suínos

Crédito: Giovane Weber Giovane Weber
A cada seis meses, Marcos despeja 45 mil litros de dejetos na lavoura. Custo elevado inviabiliza sistema de tratamento

Ao mesmo tempo que serve de adubo para melhorar as lavouras dos produtores, o dejeto de suínos se torna uma ameaça à natureza. Para manter e expandir a atividade no município, a Secretaria de Agricultura busca conscientizar os suinocultores da importância de fazer o tratamento correto dos efluentes gerados pela atividade. São mais de 30 produtores e 55 mil animais alojados por ano.

Conforme o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Celson Miguel da Silva, hoje, a partir das 20h, no auditório da Escola Municipal de Educação Infantil Arco-Íris, a empresa Flumixim, de Rio Grande, apresenta o aerovor, equipamento usado para auxiliar no tratamento do esterco líquido. O engenheiro químico Manoel Pedro Veras Fernandes e o engenheiro civil Darnis Mombelli se reúnem com produtores e integrantes do Executivo para discutir a viabilidade de implantar centrais de tratamento no município.

Silva e o gestor ambiental Luciano Pazuch visitaram a sede da empresa em Rio Grande para conhecer a tecnologia e aprovaram a alternativa. Pelo sistema, é separado o sólido do líquido. A água, ultrafiltrada, pode ser reutilizada na granja para limpeza, e o esterco serve de adubo. “Não tem cheiro e não polui o ambiente. Para implantar o sistema, o custo mínimo deverá ficar em R$ 20 mil.”

Conforme Silva, apenas um produtor, com um plantel de 1,5 mil animais, tem sistema de compostagem. O custo para instalar os equipamentos e a estrutura física chegou a R$ 120 mil. O alto valor do investimento inviabiliza o sistema em propriedades com plantéis menores.

Para manter a atividade e emitir novas licenças de construção de chiqueiros, a secretaria busca alternativas. “Faltam áreas para despejar o esterco. Se nada for feito, teremos problemas ambientais e alguns terão que parar de produzir.” Caso houver interessados, Silva cogita elaborar um projeto de incentivo para auxiliar o produtor a instalar o sistema.

Preocupação com o ambiente

A família Horst, de Linha Ernesto Alves, cria suínos desde 1978. Os dejetos produzidos são armazenados em uma lagoa e misturados ao esterco de bovinos. A cada seis meses, cerca de 45 litros são despejados em uma área de 30 hectares, onde servem de adubo para a formação de pastagens. Para evitar o acúmulo de água da chuva, as esterqueiras dos dois galpões foram cobertas. Com receio de, no futuro, ter problemas ambientais e do alto custo do sistema de compostagem, Marcos desistirá da suinocultura. “Com apenas cem animais é inviável fazer o tratamento. Aliás o adubo gerado tem com pouco valor de mercado.”

Destaca que vizinhos chegam a transportar os dejetos por até cinco quilômetros devido à falta de áreas próprias. “Cobram R$ 25 a carga. Os dejetos viraram um problema e tem gente que paga para conseguir locais adequados para despejar.” Marcos pretende qualificar a criação de aves, cujo plantel chega a 50 mil animais. Destaca que para esse esterco existe mercado garantido. Por metro cúbico, recebe R$ 16.

Notícias relacionadas
Estado

Culturas de inverno apresentam bom desenvolvimento no Estado

Cerca de 60% das lavouras se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo e mais 30% na fase de floração

MUNDO

Furacão Dorian está a caminho da Flórida

Depois de destruir as Bahamas, segunda tempestade mais forte a se formar no Oceano Atlântico deve chegar hoje… Leia mais

Arroio do Meio - DEPÓSITO IRREGULAR

Pneus colocam em risco moradores

Há quase uma década, moradores buscam soluções para descarte de pneus na Barra do Forqueta