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Jornal A Hora

Lajeado

Publicada em 02/02/2016

Má conservação das praças gera críticas

Secretário Marcos Salvatori admite problemas, mas não garante reformas

Crédito: Carlos Flores Brinquedos quebrados são alguns dos problemas relatados pelos moradores
Brinquedos quebrados são alguns dos problemas relatados pelos moradores

Balanços quebrados, estruturas enferrujadas e faltando pedaços, cerca arrebentada e pouca iluminação. Esses são parte dos problemas relatados por moradores que frequentam a Praça do Florestal, localizada na av. dos Quinze, ao lado do colégio Manuel Bandeira.

De acordo com a corretora de imóveis, Kátia Sieben, faz mais de quatro anos que não deixa o filho brincar no local. Kátia alega que a situação é urgente, pois vizinhos relataram situações em que crianças se machucaram. “Na casinha, faltam algumas tábuas, os balanços têm pontas quebradas bem perigosas”, alerta.

Ela e outros moradores, que preferiram não se identificar, relatam que em dias de chuva a quadra de basquete fica alagada. A sujeira é outro problema recorrente, lembra. Ela afirma que encontrar lixo esparramado e cacos de vidro é comum. “De noite tem gente que ocupa o espaço para consumir drogas, e de dia ficam os restos”, comenta.

Conforme Kátia, tais transtornos já foram informados à administração municipal. Ela registrou o histórico de reclamações. Em 29 de outubro de 2014, mandou um e-mail; no dia 23 de dezembro, do mesmo ano, falou, por telefone, com uma funcionária da Secretaria de Agricultura e Urbanismo (Saurb).

Em 2015, os protestos continuaram sem retorno. No dia 8, ela fez um manifesto no perfil oficial do Executivo em uma rede social. Em 30 de outubro, foi pessoalmente à Saurb, fez uma reclamação formal, na qual anexou fotografias das estruturas deterioradas.

Em 1o de novembro de 2015, Kátia ligou para o ex-secretário da Saurb. Segundo ela, Ricardo Giovanella prometeu que até dezembro a situação estaria resolvida, com a reforma dos brinquedos, ajardinamento e a instalação de uma academia ao ar livre, além de câmeras e internet wifi.

Falta de perspectiva

Além dos relatos de má conservação, o que mais preocupa os moradores é o descaso. A última reclamação deles sobre a praça foi encaminhada por Kátia diretamente ao novo secretário da Saurb, Marcos Salvatori. Ela foi informada que ainda não há uma definição sobre a situação do local. “Essa semana fizeram roçada e limparam a praça, mas não tenho como deixar meu filho brincar aqui, com tudo quebrado”, pondera.

De acordo com Salvatori, os estragos relatados por moradores do Florestal não são isolados naquela região. “Todas têm problemas seríssimos”, indica. Mas ele revela que um plano de ação para que os reparos sejam feitos ainda está em fase inicial.

Segundo Salvatori, a Saurb está fazendo um “raio x” dos problemas das praças do município, ação que não tem prazo de conclusão. Ele esclarece que tal procedimento tem por objetivo economizar recursos. “Queremos comprar tudo o que precisa de uma só vez, para conseguir preços melhores”, conclui.

Outras locais

Conforme o frentista Ricardo dos Santos, 24, a praça é um dos lugares onde os filhos Caio, 8, e Daniel, 2, mais gostam de ir. Com frequência, ele vem do bairro Moinhos D’Água até o centro e fica na Praça da Matriz com as crianças, enquanto a mulher leva a outra filha às sessões de fisioterapia.

No local, também há brinquedos quebrados, sujeira e falta de conservação do espaço. Santos diz não descuidar as crianças, lamenta o descaso, mas diz não ter alternativa. “É o que tem por enquanto, quem sabe neste ano com as eleições resolvam fazer alguma coisa”, propõe.

“Qualquer chuvinha basta para alagar tudo”, lamenta a aposentada Idevone Marcon, que mora em frente à Praça Arcebispo Dom Claudio Colling, na rua Emílio Konrad. O playground também está avariado e a vegetação, alta.

Segundo Idevone, durante o dia, crianças vizinhas ainda se arriscam, mas com a falta de iluminação, quando começa a entardecer, a insegurança predomina. “É um lugar público, mas se pelo menos não deixassem lata de cerveja e outras porcarias atiradas, já ajudava”, conclui.

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