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Cidades

Publicada em 22/03/2019

O friozinho se aproxima

Os fogões de sala que vieram para revolucionar o aquecimento residencial

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Após um verão de calor extremo, o inverno se aproxima e a necessidade de aquecer a casa começa a dar os seus sinais. Muito famosas e adoradas no inverno, as lareiras começam a abrir lugar a um novo e mais eficiente método de aquecimento residencial, os fogões de sala. Já bastante disseminados na Alemanha e por toda a Europa, os fogões, também conhecidos como calefatores aproveitam melhor o calor, gastam menos lenha e têm um dos melhores desempenhos do mercado.

 

De acordo com Leandro Wendt, proprietário da Metalserv, de Estrela, equipar a casa com fogões de sala é uma maneira mais eficiente e segura de aquecer os ambientes. “Em função da inconstância das temperaturas no Brasil, não criamos a chamada cultura do fogo. Por não termos longos e constantes períodos de frio intenso, por exemplo, não aprendemos de forma completa e profunda sobre as características do fogo e como usá-las ao nosso favor para aquecer as casas”, ressalta.

 

Como resultado desse conhecimento restritot, acaba-se muitas vezes fazendo escolhas equivocadas e menos eficientes. As lareiras de alvenaria são um caso pouco eficiente de aquecimento residencial. De todo poder de aquecimento do fogo, elas possuem apenas cerca de 12% de eficiência. “Ou seja, grande parte desse calor sai pela chaminé. Sem falar que as lareiras convencionais são as que lançam mais poluentes na atmosfera e gastam muito mais”, alerta Wendt.

 

Eficiente e ecológico

Os fogões de sala e lareiras de alto rendimento tem conquistado espaço em lares da região e da serra devido ao sistema de dupla combustão que potencializa sua performance gastando menos lenha do que os convencionais. “Com a dupla combustão diminui-se drasticamente a quantidade de fuligem e se aumenta a capacidade de aquecimento, gerando uma eficiência térmica de 75,1%, imensamente maior do que a de uma lareira de alvenaria, cuja eficiência fica em torno dos 12%”, compara Wendt.

 

Os números expressivos dessa nova forma de aquecer foram testados em laboratório pela Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria.

 

De acordo com o empresário, que é especializada em aquecimento de ambientes com lareiras e fogões de sala desde 1996, o gasto de lenha também é motivo de elogios para os calefatores. “Eles gastam em média 1 kg de lenha seca por hora, isso significa mais economia e eficiência”, afirma.

 

Com vários modelos disponíveis no mercado eles podem aquecer ambientes de até 600m³. “O posicionamento do aparelho vai interferir um pouco na homogeneidade do calor dentro de cada casa, mas com a avaliação e instrução certa de nossos profissionais os objetivos sempre são satisfatórios”, garante Wendt. Para medir a melhor eficiência do aparelho também devem ser levados em conta qual é a superfície em ária do espaço bem como o isolamento térmico daquele local.

 

Espetáculo de fogo

Projetados com tecnologia Air wash, os fogões de sala aproveitam melhor os gases gerados na combustão de lenha e limpam melhor o ar antes de expelir a fumaça pela chaminé. Medindo pouco menos de um metro de altura, a tecnologia de circulação de ar dentro da câmara de fogo acaba por criar uma tela entre o fogo e o vidro. Como resultado, chamas mais cheias podem ser desfrutadas sem que o vidro fique coberto de fuligem ou que haja fagulhas pulando para fora do calefator.

 

Segurança

Quem tem crianças e animais de estimação sabe que lareiras e fogões à lenha tradicionais são um desafio quando se fala em segurança. Para evitar acidentes, os calefatores possuem vidro especial que barra o acesso direito ao fogo bem como que os estouros da combustão espalhem brasas e fumaça pela casa. O material é composto por liga de ferro fundido, fabricado na Europa, que garante um bom design aliado à resistência. “É sempre necessário educar crianças a entender os riscos do calor e do fogo, mas ter elementos dificultadores simplifica o trabalho dos pais”, conclui.

 

Dupla combustão, como funcionaDupla combustão, como funciona:

1 – a base da caixa de fogo recebe ar para alimentar as chamas e possibilitar a combustão da lenha.

2 – Na parte superior , onde fica o final da chama, há mais uma entrada de ar que possibilita uma nova combustão dos gases gerados na queima da lenha bem como da fuligem que se levanta. Ou seja, há a primeira chama da lenha e logo acima a segunda chama proveniente dos gases e fuligem, gerando ainda mais calor para o ambiente, aproveitando melhor o potencial energético da madeira.

3 – Uma terceira entrada de ar frio na parte superior ao vidro cria uma corrente de ar fazendo com que a fuligem não suje o vidro e a beleza do fogo se destaque ainda mais na tela do fogão de sala ou lareira de alta performance.

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