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Jornal A Hora

Bem-estar

Publicada em 26/05/2019

Dor silenciosa

Especialistas alertam para a doença renal nos gatos

Crédito: Divulgação ViewImage.aspx

Metade dos felinos com mais de 12 anos são acometidos por alguma doença renal e, infelizmente, os sintomas podem aparecer quando os rins já estão com mais de 75% das funções comprometidas. Quem alerta é o médico veterinário Thiago Marçal, especialista técnico da Nutrire.

A doença renal crônica (DRC) é um mal silencioso e progressivo, que afeta principalmente os gatos mais velhos, mas pode também aparecer em qualquer idade. As complicações variam de acordo com o estágio da doença e a prevenção ainda é o melhor remédio.

A ingestão da água é uma das formas de retardar a doença.”

Thiago Marçal, Médico Veterinário

Como a DRC não tem cura, o que se faz com os tratamentos disponíveis é garantir qualidade de vida aos pacientes. “Todos os animais precisam ir ao veterinário ao menos duas vezes ao ano. Os pets acima dos oito anos necessitam de acompanhamento médico a cada quatro meses”, alerta.

São essas idas ao veterinário que garantem a descoberta precoce da doença. Segundo o especialista, é preciso estar atento às reações dos felinos, como o emagrecimento repentino, a perda de apetite e o aumento do consumo de água, sintomas mais comuns em gatos com problemas renais. Consequentemente, é possível verificar também o aumento da quantidade de vezes que o gato urina. “Se o animal apresenta letargia, depressão e se movimenta pouco também pode ser que esteja desenvolvendo a doença”, explica.

Os vômitos aparecem em estágios mais avançados e podem definir o tipo de tratamento, que vai desde medicamentos até internação com hemodiálise. “Se o animal faz exames de sangue e de imagem regularmente, muito dificilmente chegará de surpresa ao estágio avançado da DRC, visto que os níveis da creatinina, aliados a outros fatores, normalmente apresentam elevação. Além disso, as ecografias e ressonâncias mostram perfeitamente o estado de preservação dos rins e se os mesmos apresentam algum sinal de desgaste. O conjunto desses dois elementos é a segurança de que o pet está sendo monitorado constantemente”, indica.

Além das idas frequentes ao veterinário, Marçal indica que o tutor fique de olho no consumo de água e na alimentação do seu felino. A ingestão da água é uma das formas de retardar a doença. Vasilhas ou fontes em diferentes locais da casa podem motivar o pet a beber mais ainda quando jovem – o que faz toda diferença na fase adulta e idosa do animal. “A alimentação precisa ser balanceada, com fonte de proteína de alta qualidade e níveis controlados de fósforo, magnésio e sódio”, orienta.

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