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Jornal A Hora

Saúde

Publicada em 02/06/2019

Os perigos da automedicação

Tomar remédios sem prescrição pode atenuar sintomas enquanto agrava silenciosamente doenças mais sérias

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A automedicação é vista por muitas pessoas como uma solução rápida para aquela dor ou qualquer outro sintoma que as estão incomodando. Pode ser uma dor de cabeça, muscular, abdominal, e diversas outras perturbações como alergias, ansiedade, cansaço, dentre outros. A população como um todo já adotou certos medicamentos como sendo seguros para automedicação, dispensando o receituário médico.

“O remédio que achamos que é o certo para nosso alívio pode até resolver no momento, mas também pode trazer uma série de outras complicações no futuro. Isso porque, se você não é um profissional da saúde, não conhece as especificidades de cada medicamento e as necessidades do organismo quando está com alguma dor ou doença” explica médica Patrícia Filgueiras dos Reis.

De acordo com a especialista, o uso frequente do mesmo medicamento sem prescrição pode fazer com que o organismo crie resistência ou dependência daquela substância. “Às vezes uma dor comum pode ser algo mais sério e necessitar de um tratamento específico. Por isso da importância de consultar um médico antes de comprar qualquer medicamento”, alerta.

Às vezes uma dor comum pode ser algum mais sério e necessitar de tratamento específico”

 

Patrícia Filgueiras dos Reis Médica

Cuidado ao se medicar

Outro problema são aqueles remédios que camuflam os sintomas e não curam a doença como por exemplo, alguns fármacos usados para rinite e inflamações em geral. Segundo a médica, é comum que as pessoas se automediquem achando que resolverão o problema, quando na verdade, podem piorar o quadro mesmo que atenuem os sintomas.

A lista de problemas quanto à automedicação não para por aí. Em alguns casos, um remédio pode cortar o efeito de outro. “Isso acontece com alguns tipos de antibióticos e anticoncepcionais. Varia de caso para caso, mas pode acontecer do primeiro medicamento inibir o efeito do segundo, que é de uso contínuo”, analisa.

Por isso, é imprescindível consultar um médico quando sentir qualquer dor ou perturbação recorrente ou persistente. Também não se deve utilizar remédios continuamente sem orientação. As consequências podem ser mais sérias do que se imagina.

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