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Jornal A Hora

DÉBITOS DO DAER

Publicada em 11/09/2019

Dívida com empreiteira emperra obra mais uma vez

Faz mais de um ano que comunidade aguarda asfaltamento de 1,5 quilômetro na ERS-423

Crédito: Fábio Kuhn Giovanella finalizou base e colocação de piche. Resta ainda recapeamento asfáltico para a obra ser concluída
Giovanella finalizou base e colocação de piche. Resta ainda recapeamento asfáltico para a obra ser concluída

A saída das máquinas da Giovanella na ERS-423 preocupa motoristas que utilizam a principal ligação até o município de Progresso. No dia 30 de agosto, a empreiteira abandonou a obra de 1,5 quilômetros após finalizar a base com brita e colocação do piche. Resta ainda o recapeamento asfáltico.

Ontem, 10, representantes da Giovanella se reuniram com Fabiano de Oliveira Pereira, responsável pela 11ª Superintendência Regional do Daer. A empresa alega ter paralisado as obras em função de dívidas do Daer em contratos nos municípios de Cachoeira do Sul e Bento Gonçalves.

Conforme Pereira, por se tratar de obras em outras regionais, a superintendência local não tem gerência sobre o pagamento dos saldos. Entretanto, o superintendente se comprometeu a realizar o levantamento do serviço já realizado na ERS-423 e quitar o pagamento. “Devemos pagar até semana que vem. Dai fica a cargo da empresa dar sequência na obra”, ressalta.
Perreira estima que o asfaltamento completo do 1,5 quilômetros custe R$ 1,4 milhão. Desse valor, R$ 800 mil devem ser pagos à empresa pela finalização da base.

Comunidade preocupada

O motivo da obra parar novamente é questionado por moradores lindeiros da ERS-423. Ivone Grana, 76, teme pelo futuro do asfaltamento. “Moro aqui faz mais de 40 anos. Nunca imaginei ficar sem asfalto. Estamos comendo poeira”, se queixa.

Com os cerca de 10 dias de obra paralisada, a moradora já percebe imperfeições no trecho trabalhado pela Giovanella. “Já estão surgindo buracos. Se deixar muito tempo parado, logo vai ficar como estava antes. Estão jogando dinheiro fora”, lamenta.

A opinião é semelhante do enfermeiro Guilherme Mantovani. Ele utiliza o trecho semanalmente e reclama da postura da empresa e Daer com o asfaltamento.

“É um desrespeito com a comunidade. Pararam a obra aqui em função de dívidas em outros lugares. Não tem nada ver uma coisa com a outra. Enquanto isso, se perde material e não vemos solução para o nosso asfalto”, lamenta.

Relembre o caso

O recapeamento da rodovia está travado faz mais de um ano. Parte do asfalto foi retirado no primeiro semestre de 2018, mas nenhum material foi colocado, deixando a estrada, antes asfaltada, em chão batido.

Dois protestos já foram feitos no local cobrando o reinício do recapeamento. O último deles ocorreu no dia 3 de abril, com a presença de moradores de Marques de Progresso e Pouso Novo, além de representantes de entidades como o Sindicato dos

Trabalhadores Rurais (STR) e Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat).
Também em abril, o promotor Neidemar Fachinetto realizou audiência pública cobrando solução para o asfaltamento da rodovia.

FÁBIO KUHN – fabiokuhn@jornalahora.inf.br

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