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Jornal A Hora

Geral

Publicada em 18/09/2019

Após Estrela, câmara de Lajeado contesta articulista

Conteúdo assinado pelo diretor do Grupo A Hora, Adair Weiss, foi o assunto predominante na sessão de ontem

Crédito: Mateus Souza Ernani Teixeira foi um dos vereadores que rechaçou a coluna sobre gastos com salários de vereadores
Ernani Teixeira foi um dos vereadores que rechaçou a coluna sobre gastos com salários de vereadores

Publicado na edição de fim de semana do jornal A Hora, o texto de opinião “Vereadores “assaltam” os municípios da região” repercutiu durante a sessão de ontem na câmara de Lajeado.

Parlamentares dispararam críticas ao diretor geral do Grupo A Hora, Adair Weiss, autor do texto. Alguns citaram nominalmente o articulista, caso de Waldir Blau (MDB), que também é presidente da Associação de Vereadores do Vale do Taquari (Avat).

Na tribuna, Blau afirmou que a entidade tomará previdências e diz não ter medo das consequências. Também fez acusações de que 50% das receitas do jornal seriam de dinheiro público. “Já estou com cinco mandatos e vou defender a classe para a qual fui eleito no ano passado. Não tenho medo de você, Adair”, atacou. “Ele não fala do custo do Judiciário porque tem medo. Não falou do custo do prefeito e secretários porque usurpa o dinheiro público. Só em Lajeado, desde 2017, ele ganhou R$ 235 mil. Aqui na câmara, ele ganha R$ 50 mil por ano para denegrir a nossa imagem”, completa.

Já o vereador Ildo Salvi (Rede) sugeriu que Weiss tenha “acordado em uma manhã ruim” e espera um pedido de desculpas do articulista. “Conheço muito bem o Adair. Espero que ele tenha se equivocado, pois fiquei chateado com essa posição. A quem interessa desmoralizar o Legislativo?”, questionou.

A presidente da câmara, Neca Dalmoro (PDT), manifestou repúdio ao texto e lamentou que o A Hora divulgue apenas “notícias negativas” relacionadas ao Legislativo. “Inexiste qualquer tipo de reconhecimento dos serviços prestados por essa Casa”, disse.

07_AHORA“Falta de respeito”

Ernani Teixeira (PTB) considerou “infeliz” o texto de Weiss e mostrou preocupação com a repercussão da coluna publicada no jornal. “Qualquer criança de creche sabe o que é um assalto. O que elas vão pensar que nós somos? Talvez ele não saiba o que signifique essa palavra, o peso dela. É uma falta de respeito”, lamenta.

Já Adi Cerutti (PSD) diz ter sido pego de surpresa com a coluna e que ouviu questionamentos até em casa. “Destaco o trabalho do A Hora, mas uma pena que o seu dono saia com uma manchete dessas. Por que ele não fala uma palavra sobre servidores que ganham R$ 45 mil? É triste chegar em casa e ver o neto dizer: “vô, tu assalta?”, relatou.

Outro que repercutiu o assunto foi Paulo Tori (PPL) que, sem citar o nome de Weiss, provocou o articulista a concorrer a vereador na próxima eleição municipal. “É lamentável o proprietário do jornal local sentar numa sala, escrever abobrinhas e desrespeitar o ser humano”, opinou.

Sérgio Kniphoff (PT), Nilson do Arte (PT), Carlos Eduardo Ranzi (MDB), Mozart Lopes (PP) e Sérgio Rambo (PT) também fizeram menções à coluna em seus discursos.

Lei Orgânica é aprovada em primeiro turno

Depois de quase um ano de análises, a comissão especial instalada concluiu a revisão da lei orgânica municipal. O grupo, conduzido por Ernani Teixeira, recebeu sugestões, orientações jurídicas e se reuniu mais de dez vezes no período.

Na sessão de ontem, após dúvidas quanto à urgência de votar ou não a matéria, os vereadores aprovaram em primeiro turno por 13 votos a um. Apenas Ildo Salvi foi contra, alegando ter recebido o projeto para analisar somente no dia da votação. Ele tentou pedir vistas, mas não teve êxito

Diversas alterações foram propostas na lei orgânica. A possibilidade de aumentar de 15 para 17 vereadores foi rechaçada na revisão, bem como a sugestão de Mariela Portz (PSDB), que tirava do Legislativo a incumbência de denominar ruas.

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MATEUS SOUZA – mateus@jornalahora.inf.br

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