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Opinião

Edson Brum Edson BrumÚnico deputado estadual do Vale do Taquari

Publicada em 11/01/2020

Por que o Estado ainda não superou a crise?

O discurso da terra arrasada, da falta de recursos, das contas que não fecham está se esgotando. Ninguém nega as colossais dificuldades enfrentadas pelo comando do Palácio Piratini. Entretanto, as promessas de campanha sugeriam uma administração mais ágil, disposta a enfrentar a crise com modernas técnicas de gestão e muita criatividade. Pelo jeito, isto não basta.

Como, do mesmo modo, não bastam os ingressos de novas receitas que, embora insuficientes, vêm acontecendo. O governo do Estado recebeu, aos primeiros dias de janeiro, R$ 219.362.554,92. O recurso provém bônus do leilão do volume excedente da cessão onerosa, realizada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível. Trata-se do direito de exploração do excedente de produção na Bacia de Campos, em Búzios e Itaipu. São mais de duzentos milhões de reais, dinheiro que vem do Pré-Sal, do qual nem o governo Sartori ou as administrações anteriores não foram beneficiados. Há novos leilões da mesma natureza previstos.

De outro lado, o Poder Executivo sobretaxou 360 produtos, que passarão a pagar mais impostos. Os itens vão desde alimentos até materiais de construção, com grande penalização da cadeia produtiva que gera emprego e renda em todo o Rio Grande. Não é por acaso que estamos perdendo para outros estados tantos empreendimentos e postos de trabalho.

Com novas receitas federais e impostos estaduais majorados, o comando do Piratini já poderia se considerar até privilegiado, em relação aos gestores que o antecederam. Porém, insiste em penalizar o funcionalismo público, inclusive o magistério, com duríssimos cortes de benefícios e uma verdadeira interrupção de perspectivas. No pacote batizado pelos autores como Reforma Administrativa, encontra-se somente um conjunto de mudanças fiscais de eficácia questionável que, ainda por cima, punem os menores, que ganham menos e que estão na ponta da prestação dos serviços públicos mais essenciais.

Nunca votei aumento de impostos, jamais fui signatário de medidas que considerei socialmente injustas. Ainda assim, respeito a gravidade dos desafios que parecem paralisar os gestores do Poder Executivo. Mas um ano se passou desde a posse e houve tempo mais que suficiente para que o governo mostrasse a que veio, lamentando-se menos e apresentando mais, entregando mais do que pedindo, amparando mais do que punindo aqueles que, ao fim e ao cabo, faz girar a pesada roda da economia gaúcha.

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