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Jornal A Hora

Opinião

Adair Weiss Adair WeissDiretor geral do A Hora

Coluna com visão empreendedora, de posicionamento e questionadora sobre as esferas públicas e privadas.

Coluna publicada aos sábados
Publicada em 30/11/2019

As polêmicas árvores de Lajeado

E a Júlio, quando terá um calçadão?

 

Respeito e entendo como legítima toda forma de protesto ou crítica, desde que exista um propósito ou base de convicções coerentes. Nos últimos dias, acompanhei manifestações e pontos de vista contraditórios sobre a derrubada de árvores na cidade de Lajeado.

 

Ambos parecem ter razão. Depende do ângulo que se olha. Os críticos à falta de verde nas ruas centrais têm razão quando reclamam a falta de planejamento anterior aos problemas hoje enfrentados. O governo municipal acerta quando invoca a necessidade de substituição de árvores inadequadas ou em deterioração.

 

Certos ou errados, qualquer um dos lados têm intenções e razões para sua defesa. Pessoalmente, sou de opinião que algumas árvores devem ser preservadas sob qualquer hipótese, ainda mais diante do mero interesse econômico. Por outro lado, só haverá uma cidade melhor arborizada, e mais agradável no verão, se formos capazes de plantar as espécies certas para cada tipo de ambiente. E claro, preservá-las.

 

A Júlio de Castilhos optou em ser uma rua quente, abafada, com placas e fachadas fincadas umas nas outras. Cada comerciante tenta chamar mais atenção. Diferente, portanto, palmas para o empresário Egon Müller, que instalou uma loja exemplar no antigo prédio do Hemann, o qual preservou e restaurou. Ficou lindo. Uniu história e modernidade. Parabéns!

 

Nem todos têm esta sensibilidade e desejo de preservar. Enfim, isso merece um outro artigo.

 

Voltando ao verde, penso que a prefeitura precisa se impôr e arborizar a cidade de maneira planejada e com espécies adequadas. Nem mesmo a Júlio de Castilhos deve continuar um calderão de asfalto e concreto, sem um toque de arborização para deixá-la minimamente mais agradável.

 

Os comerciantes também devem repensar seus conceitos, pois outros centros começam a surgir e podem atrair a clientela com mais facilidade. Afinal, ninguém gosta de frequentar lugares onde não se sinta bem, ou passe sacrifício.

 

Enquanto a opção principal for a Júlio de Castilhos, a vida segue. Mas, quando outros centros comerciais despertarem o interesse maior, então os proprietários das lojas e prédios da Júlio verão que já será tarde.

 

Há objeção de muitos, mas penso que a Júlio de Castilhos merece um projeto inovador, sem estacionamento e com calçadas mais largas, com preferência para os pedestres, especialmente em algumas de suas quadras mais movimentadas.

 

Na rua central de Gramado, os carros transitam calmamente sobre as elevadas preferenciais dos pedestres. É uma harmonia entre pessoas e veículos em meio a arborização e ajardinamento agradáveis, muito incentivados pelos proprietários.

 

Eis a reflexão. O comércio de Lajeado atrai gente de toda a região. Talvez esteja na hora de embelezar sua principal avenida de compras e torná-la um atrativo mais agradável, e não somente um local de corre-corre entre pessoas e motoristas que muitas vezes sequer respeitam o pedestre para atravessar a faixa de segurança.

 

E pode alguém invocar o velho argumento de que faltam “saídas” do centro de Lajeado em dias de enchente. Ora, ocorre menos de uma enchente por ano, em média. Fato é que devemos repensar alguns paradigmas.

 

Quando existe boa vontade em todas as partes – poder público, proprietários e comerciantes – sempre é possível evoluir e oferecer melhores experiências à comundade, sem falar dos moradores que, certamente, aplaudiriam.
Feita a provocação, lanço o desafio para a CDL, governo municipal e demais envolvidos pensarem em algo arrojado, inovador e que possa assegurar à principal rua da cidade um futuro promissor. Um local que valoriza e ferece experiencias de compra em ambiente condizente com o propósito de cidades que se desejam “inteligentes”.

 

 

Louvor aos talentos locais

A CDL Lajeado dá exemplo no incentivo da cultura e arte locais. O Expresso Natal que abriu o Lajeado Brilha no sábado passado, no Parque dos Dick, foi protagonizado por nada menos do que 180 voluntários, entre crianças e adolescentes de seis cidades do Vale do Taquari. Repito, voluntários.

 

O espetáculo se repete há seis anos, e a cada edição envolve mais atores locais. É a legítima formação de talentos. A captação de recursos da Lei Rouanet ainda é tímida e deve ser estimulada pela iniciativa privada e pública locais.

 

O Expresso Natal de Lajeado remete muito ao início do Natal Luz de Gramado, quando o governo municipal e empresas privadas daquela cidade decidiram se unir e investir numa atração que hoje é conhecida internacionalmente.

 

Matéria completa sobre os bastidores do evento estão na reportagem da colega Bibiana Faleiro, no caderno Você, desta edição. Vale a pena ler e se encantar. Parabéns às empresas que se integram nesta iniciativa!

 

Todos devem se adequar

O deputado federal Jerônimo Goergen palestrou durante reunião da AMVAT, em Progresso, nesta sexta-feira. Ele defende a Lei de Liberdade Econômica, e sugere que os municípios adequem suas legislações locais às normas federais de modo que o estado do Rio Grande do Sul não perca mais espaço para os estados desenvolvidos, como Santa Catarina. Isso significa mais renda, mais emprego e mais desenvolvimento, ponderou. Do contrário, cada vez mais empreendedores abandonam o estado e rumam ao estado catarinense.
Isso implica também na abertura do comércio aos domingos.

 

 

Richter no PSDB

O ex-prefeito de Forquetinha, Waldemar Richter, ex-PP, agora está no partido tucano. A ficha foi abonada pelo deputado federal, Lucas Redecker, em encontro do partido na quinta-feira. Em princípio, Richter havia dito que penduraria as chuteiras. No entanto, alega que os rumos administrativos em sua cidade o fizeram mudar os planos. Defende que o gasto com folha acima de 30% deveria ser proibido.

 

Na verdade, Richter perdeu espaço no PP para o atual prefeito Paulo Grunevald, que deseja ir à reeleição. Os tucanos acolhem o ex-prefeito no ninho e incentivam que concorra em 2020.

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