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Opinião

Rodrigo Martini Rodrigo MartiniJornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Coluna publicada diariamente
Publicada em 09/11/2019

História e natureza

As sociedades mais desenvolvidas da Terra estão próximas aos recursos hídricos. Rios e arroios são imperiosos para as atividades ligadas à pecuária e agricultura, fundamentais para a sobrevivência do ser humano. E no Vale do Taquari não foi diferente. As principais cidades da região estão próximas de grandes mananciais desde suas respectivas colonizações. E até hoje não aprenderam a viver em harmonia com os ciclos naturais.

As inundações que afetam o Vale do Taquari existem muito antes da ocupação dessas terras. Muito antes. As enchentes, a bem da verdade, são mais antigas que a existência do homem na Terra. São processos absolutamente naturais em qualquer curso hídrico, e a melhor – ou única – forma de evitar impactos socioambientais é respeitar determinados limites. E justamente aí que mora o problema noticiado ao longo da semana.

Nas cidades, em especial Lajeado, parte desses limites foi historicamente desrespeitada com urbanizações irregulares sobre as áreas alagáveis. Ruas, imóveis, canalizações inadequadas e outras edificações invadiram os espaços reservados para o ciclo natural dos recursos hídricos, e o resultado é óbvio: inundações, dramas, prejuízos, sujeira, riscos à saúde e, por vezes, mortes.

Segundo estudos, desde 1941 – data da pior enchente registrada na cidade no século passado – foram pouco mais de 90 inundações em Lajeado. Os principais pontos ficam no “Valão” entre os bairros da Hidráulica e o Centro, e nas áreas próximas ao Parque dos Dick. Isso significa uma recorrência média superior a uma enchente a cada ano. E a cada novo evento, mais drama, prejuízos, sujeira, riscos à saúde e, por vezes, mortes. Sempre atingindo a parcela mais carente e vulnerável da sociedade. Algo precisa ser feito.

É como não é prudente lutar contra a história e a natureza, é preciso pensar em políticas públicas capazes de amenizar ou mesmo sanar os danos. Acima de tudo, é preciso desocupar as áreas alagáveis, efetivar a limpeza e manutenção constante das tubulações de água e esgoto, dos bueiros, e aplicar leis mais rígidas contra as intervenções urbanas irregulares, impedindo o surgimento de novos pontos de alagamento. Afinal, mesmo se tratando de eventos naturais, nossos erros sempre tendem a potencializar os problemas.


 

Caso Vinícius Abella

Entre 2017 e 2018, e após arquivar o processo criminal sobre a morte do jovem Vinícius Rodrigues da Silva Abella – atropelado no dia 07/09/2017, na Av. Alberto Pasqualini, em Lajeado –, o promotor de Justiça Ederson Maia Vieira processou 14 pessoas que comentaram sobre o caso em redes sociais. O representante do MP alegou ter sido ofendido após o arquivamento que inocentou o condutor do veículo envolvido na tragédia.

Entre os 14 processos, houve 12 acordos firmados com os responsáveis pelas postagens, com pagamento de indenização – cerca de R$ 6 mil cada. Os outros foram processados. Um desses foi condenado por crime de difamação pela Justiça da Comarca de Lajeado. Entretanto, e após recurso junto ao Tribunal de Justiça do RS, interposto pela advogada Fernanda Goerck, ele foi absolvido em outubro diante de “insuficiência probatória”.


 

Controvérsia!

“A Havan gera emprego.e renda. Muito positivo para o desenvolvimento da cidade.” Marcelo Caumo, Prefeito de Lajeado

“Não sou contra. Mas não vamos enaltecer o pecador, mesmo que ele seja rico.”
Sérgio Kniphoff, Vereador do PT

PL, PV e PRB

Durante as férias do prefeito de Estrela, Carlos Rafael Mallmann (MDB), o vice, Valmor Griebeler, anuncia nova guinada na vida. Há pouco mais de quatro anos, em setembro de 2015, o então petista assinou filiação com o PV. Agora, deixa o PV e assina ficha com o PL, partido sob a presidência de Renata Becker. O ato de filiação teve forte presença política. Correligionários do PL, PV e PRB, vereador, ex-vereadores, secretários municipais da Cultura, Marcelo Braun (ainda no PSDB), e de Administração, Jonatas dos Santos, além do ex-Deputado e ex-prefeito Hélio Musskopf.


TeutoPark

Está agendada para três de dezembro a abertura das propostas para a alienação de imóveis de propriedade do município, no futuro TeutoPark, para instalações de empresas do ramo alimentício. Nesta primeira concorrência serão oito lotes com valores médios entre R$ 147,3 mil e R$ 167 mil. poderão se instalar restaurantes, cafés, lancherias, padarias, sorveterias, choperias e similares a serem comercializados no varejo ao consumidor final.


Italianos

Cumprindo promessa feita – também – a este colunista, dias antes de assumir a Secretaria de Educação de Encantado, Greicy Weschenfelder implanta disciplina de língua italiana no currículo das escolas municipais. As aulas iniciaram na semana passada e, para isso, duas professoras foram contratadas. A iniciativa tem como objetivo valorizar o idioma dos imigrantes que colonizaram a região alta do Vale do Taquari, fortalecendo as relações de gemellaggio entre Encantado e San Pietro Valdastico, em  Vêneto, na Itália.


Governo in loco

Em Arroio do Meio, Klaus Schnack (MDB) aproveitou os últimos meses para conversar muito com os contribuintes e com eleitores. Foram realizadas 14 audiências sobre a revisão do Plano Diretor e criação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Mais de 800 pessoas participaram. Agora os dados serão compilados, trabalho já iniciado pela Secretaria de Planejamento. Após planejar e definir ações para atender as demandas sugeridas pela comunidade, o projeto será encaminhado para a Câmara de Vereadores em 2020.

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