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Jornal A Hora

Abre Aspas

Publicada em 19/11/2019

“Temos que ter mais consciência sobre a nossa saúde”

Bibiana Faleiro_abre aspas_Marcelo Martins_2

Neste mês de prevenção à saúde do homem, o lajeadense Marcelo Martins, 51 anos, conta como superou um linfoma e sobre a importância de desenvolver hábitos saudáveis durante todo o ano.

• Como foi descobrir a doença?

Eu estava trabalhando e um dia senti um caroço no pescoço, faz um ano e quatro meses. Só que não dei muita bola e ele sumiu. Depois de um tempo trabalhando, o caroço voltou maior e começou a incomodar. Em questão de uma ou duas semanas meu rosto inchou e começou a ir para a garanta. Fui no medico. Ele pediu uma biópsia, eu tinha muita dor também e estava cada vez mais inchado. Quando veio o resultado da biópsia, a médica me disse que era um linfoma bem agressivo, já estava com sete centímetros. Baixei hospital na mesma hora e comecei a fazer as sessões de quimioterapia.

• Como foi o seu tratamento?

Foram várias sessões. Umas mais curtas, de 2 horas ou 3 horas, e umas mais longas de 12h e outras de 24h. Foram 18 dias que eu fiquei no Hospital Bruno Born. Quando ganhei alta fui pra casa das minhas irmãs, porque a quimioterapia deixa a pessoa bem debilitada. Tive oito ciclos de quimioterapias. Todos os meses eu ia na consulta, e se os meus sinais estavam bons, ficava mais 5 dias fazendo quimioterapias. No 8º ciclo, fiz uma tomografia, e vimos que tinha sumido todos os nódulos. Eu tive mais um nódulo pequeno no tórax e no abdômen. Agora de três em três meses tenho consultas.

• O que foi mais difícil durante o tratamento?

As internações com as sessões de quimioterapias. Me sentia muito fraco. Quando recebi a notícia, também foi bem difícil, porque tu nunca imagina. Tu acha que é uma pessoa saudável, tu trabalha, se preocupa, e de uma hora pra outra aparece alguma coisa, descobre que está com um câncer bem agressivo. No início também caiu um pouco de cabelo e pedi para um amigo raspar o resto. Dizem que para mulher é mais complicada essa perda de cabelos, mas o homem também sente, eu senti bastante.

• O que te deu forças para continuar?

A maior força que eu tive foi a minha fé e a minha vontade de viver. Teve momentos que eu estava me sentindo bem pra baixo, mas eu pensei: “não, eu vou lutar”. Rezava muito, tinha muita ajuda dos meus amigos, da minha família que estavam sempre comigo, que me davam forças, oravam muito. Considero que isso tenha ajudado 70% na minha cura.

O que mudou na sua vida depois da doença?

Eu já dava bastante valor para a minha vida, mas passei a dar mais. Me preocupo mais quando sinto que não estou bem, logo procuro um médico. Também mudei a minha alimentação, comecei a cuidar mais do meu corpo, caminhar, não ficar muito parado, são coisas que ajudam bastante. Todos os dias tento ir ao Parque dos Dick para caminhar.

• Qual é a importância desse mês de prevenção?

É importante para alertar todo mundo, principalmente pessoas que não se preocupam com isso. No dia a dia a gente acorda, toma o café, vai trabalhar e não se preocupa em ir ao médico, fazer um exame. Alertar as pessoas de que tu pode estar bem hoje, só que amanhã pode aparecer alguma coisa mais grave. Uma doença como um câncer. Temos que ter mais consciência sobre a nossa saúde.

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