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Jornal A Hora

Opinião

Ardêmio Heineck Ardêmio HeineckEmpresário e consultor

Publicada em 06/03/2019

Uma janela para o mundo

Quando pensamos que vimos de tudo, que já vivenciamos quase tudo, que já damos nossa contribuição para a sociedade e nos basta colher os frutos, quando parece que podemos deixar que a rotina – às vezes entediante, às vezes inebriante – vá nos possuindo, eis que um convite do Jornal A Hora nos sacode e lança um desafio. O de poder comparecer periodicamente neste espaço e ter o privilégio de expor, a seus milhares de leitores, posições, ideias e conceitos. Ao mesmo tempo, o compromisso de cativar estas pessoas com sua leitura. É como se abríssemos uma janela para o mundo e com ele falássemos. Pois é esta a imensa amplitude deste veículo de comunicação, inserido na modernidade que as tecnologias proporcionam.

 

Lembro quando nasceu este jornal nas mãos de Adair Weiss, à época um gurizão visionário. Produtor do “Programa do Paulo Rogério”, o que o obrigava a ser madrugador pois às 5h ia ao ar. Mesmo assim, encontrou tempo e coragem para criar um jornal, onde mais tarde se juntaram o irmão Fernando e outros parceiros, chegando neste belo produto que está nas suas mãos, caro leitor. Um instrumento de comunicação que se moderniza sempre, importantíssimo para nossa região, cujo desenvolvimento econômico, social e cultural procura constantemente promover. Além disso, o A Hora serve de elo regional, leva ao planeta as coisas do nosso Vale do Taquari e para cá carreia pitadas do Estado, do Brasil e do mundo.

 

Penso que neste nosso primeiro contato também deva apresentar-me um pouco. Além da experiência profissional granjeada em duas décadas fora do nosso Vale, igualmente aqui tive oportunidades gostosas e privilegiadas. Atuei como diretor junto a empresa de grande porte e como assessor da reitoria no grande motor regional que é a Univates. Através de consultorias, auxiliei administrações do meu querido Arroio do Meio, assim como de não menos queridos outros municípios da região.

 

Contudo, a formação e consolidação cidadã tive nas oportunidades que me deram para atuar em entidades classistas e comunitárias: diretorias de comunidades religiosas e de colégios, das associações comerciais, industriais e de serviços de Arroio do Meio e de Lajeado (Acisam e Acil), da CIC Vale do Taquari e Federasul, além da honra de presidir uma Expovale.

 

Com isso, penso ter desenvolvido um espírito crítico e contributivo, exercitado constantemente com as crescentes amizades granjeadas. Paralelamente – e não tem por que me enganar neste aspecto – por certo desgostei alguns, mas sempre na prática saudável da controvérsia e do contraditório, uma vez que o consenso resultante da omissão é perigoso e burro.
Essa é uma linha que parece recomendável ser adotada ao ocupar este precioso espaço: crítica e contributiva. Por sua natureza, esta coluna me coloca num monólogo para com vocês, o qual, espero, se torne num valioso diálogo através das suas críticas e sugestões.

 

Assuntos para pautar é que não faltarão. Temos águas de diversas naturezas para navegar, numa visão regional, estadual, nacional ou mundial: economia, desenvolvimento, política, organização comunitária e social, etc.

 

Esta nova prática que este jornal oportuniza será algo que irá me instigar e obrigar a acompanhamento, análise, crítica e sugestões de melhoria constantes, neste universo de setores e segmentos a trabalhar. Isto levará a um acréscimo significativo de conhecimento e a uma saudável inquietude, sacudindo a preguiça letárgica que por vezes nos toma. Novas janelas se abrirão com uma infinidade de coisas para se ver, num novo ciclo virtuoso ascendente.

 

Cada qual tem suas janelas para abrir, criando seus ciclos virtuosos ascendentes. Vamos juntos nesta caminhada?

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