Lajeado

Tia Chica conta histórias para alunos da Apae

Grupo participou de integração no Jardim Botânico

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Tia Chica conta histórias para alunos da Apae
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O grupo de convivência da Apae promoveu uma atividades de integração na quarta-feira, 15, no Jardim Botânico. O piquenique de acolhida dos alunos contou com a alegria da escritora Ana Cecília Togni. Contadora de histórias e voluntária da entidade faz 20 anos, está sempre pronta para interpretar mil e um personagens.

“Tia Chica”, como é conhecida, narrou As Três Partes, do autor Edson Luiz Kozminski. Segundo ela, a história traz a lição de que todos podem ser o que quiserem. “Independente das dificuldades, todos devem sonhar e acreditar que são capazes.” Além disso, contou as Aventuras Infantis escritas por ela, e alguns contos de fada. No fim, presenteou cada usuário com um chapéu e borboletas de dobraduras. “Esse foi um momento de emoção. Busquei ser criativa para esse público. Tornou-se um momento lindo, de muita troca”, comenta.

Alunos e familiares foram acompanhados das professoras, Carina Luzzi e Magiela Dresch; assistente social, Janete Bori; monitora, Iranira Rodrigues; e do professor de Música, Walter Silva. “Com esse passeio, queremos que todos possam entender o quanto estão inseridos na sociedade. Eles gostam muito de sentir prazer pela vida. Algo que pode parecer simples torna-se muito importante para eles”, lembra a professora Carina. A expectativa dela é que o grupo possa somar ainda mais experiências à entidade. “Que seja um ano de envolvimento”, destaca.

 O usuário da Apae, Régis Rodrigues, recebe borboleta de dobradura da escritora

O usuário da Apae, Régis Rodrigues, recebe borboleta de dobradura da escritora

Parceira desde sempre

Aurélia Rodrigues, 69, acompanha o filho Régis, 45, nas atividades. Ele nasceu com uma lesão no encéfalo. Régis fez parte das primeiras turmas da Apae. “A entidade é tudo na nossa vida. Sempre tivemos amparo e apoio. É o nosso anjo da guarda, um filho muito querido e amado”, conta a mãe. Apesar das dificuldades no início do diagnóstico, mãe e filho costumavam viajar a Porto Alegre para encarar o tratamento médico. Para Aurélia, além da instituição, o convívio com os dois irmãos e os encontros sociais, como o piquenique desta semana, são importantes para o desenvolvimento de Régis. “Ele é a alegria da família. Meu parceiro e amigo”, afirma.

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